Caminhos

“A tarefa não é tanto ver aquilo que ninguém viu, mas pensar o que ninguém ainda pensou sobre aquilo que todo mundo vê.” Arthur Schopenhauer. Revisão Textual de Rosi Gotz.

28.5.07

Um novo aprendizado


Há décadas, educadores, sociólogos e outros profissionais da área, discutem as formas de ensino e aperfeiçoamento dos métodos para garantir que a escola possa transmitir o que os estudantes precisam para um futuro de sucesso.
Mais recentemente, a neurociência tem se envolvido nesta questão, até então, mais didática. As bases científicas vêm da neurobiologia, isto é, se todo o aprendizado se da através das ligações neurais, essas alterações cerebrais devem ser acompanhadas. A neurobiologia pode fornecer elementos para criar teorias didáticas modernas.
Partindo dessa idéia, há alguns anos surgiu a neurodidática, uma disciplina para aprofundar essa questão. Ela procura configurar o aprendizado da melhor maneira que o cérebro é capaz de aprender, sem deixar de considerar as questões pedagógicas, amplamente defendidas pelos pedagogos mais voltados às ciências humanas.
Ao nascer, o ser humano possui centenas de bilhões de neurônios que sofrem pequenas reduções ao longo da vida. De início, surgem as sinapses em profusão (pontos de contato que transmitem as informações entre as células), uniformemente distribuídas. Utilizando-se de técnicas adequadas, é possível facilitar o aprendizado. Depois, tem início a “poda”: perduram e fortalecem-se apenas as ligações utilizadas com freqüência, as demais, se atrofiam. Na puberdade, esse processo praticamente já se encerrou. Já no indivíduo adulto, está à disposição uma rede neuronal bem estabelecida, mas com menor capacidade de adaptação. Por isso, é essencial estimular as sinapses cedo e da forma mais variada, quando possível, nas crianças.
Por muito tempo, deu-se como certo, que a capacidade e o potencial de aprendizado era predeterminada pela genética. Experimentos demonstraram, porém, que a hereditariedade define somente o básico para a construção neuronal. O fluxo das informações provenientes dos sentidos e a interação dinâmica e constante com o meio, determinarão o que vamos aprender e que talentos desenvolveremos. A emoção e motivação são fundamentais, pois, estimulam os circuitos neuronais, aumentando a capacidade de armazenar informações. Com isso, o cérebro se desenvolve e demanda, interação constante com o mundo exterior.
Aprender, significa também trilhar caminhos próprios, pesquisar e experimentar coisas. Além disso, a criança ganha confiança nas próprias capacidades e consegue lidar melhor com suas deficiências. “Com a cabeça, o coração e as mãos” – assim deve ser o aprendizado ideal na concepção de Johann Heinrich Pestalozzi (1746-1827). Os resultados da pesquisa neurocientífica moderna, dão razão ao pedagogo suíço reformista.
Mas, isso só será possível, quando professores e educadores, compreenderem como transcorrem os processos de aprendizado do ponto de vista neurobiológico. Por essa razão, as neurociências e as ciências da educação, precisam trabalhar juntas, em colaboração mais estreita.
Curiosidade, interesse, alegria e motivação, são os pré-requisitos desejáveis ao aprendizado. São essas condições que os sistemas educacionais deveriam criar, estimular e consolidar bem antes do ensino fundamental.
Todo ser humano,desde o seu nascimento necessita aprender. Por essa razão, utilizar a neurodidática não significa apenas desenvolver métodos de aprendizado que levam em conta a neurobiologia do cérebro infantil: significa, também, acreditar na disposição de aprender como qualidade humana fundamental. Nesse sentido, a primeira iniciativa governamental, foi implantada pela Secretaria Estadual da Saúde, com o programa Primeira Infância Melhor.
A Sociedade atual, vem transferindo aos poucos o cuidado das crianças da família para a escola. Por isso, a grande preocupação dos pais com o espaço escolar, atribuindo aos professores, mais que a guarda dos filhos, mas a formação, a proteção e a salvação do aprendizado das ruas. Atribuem as escolas e seus profissionais o dever de dar conta de toda a complexidade presente na educação dos seus filhos. Quando pensamos no campo da formação ética e de cidadania, os ônus dos problemas da educação, não podem ser prioritariamente atribuídos aos professores. Há outros fatores como a mídia, por exemplo, que desenvolve o papel do corpo docente de uma maneira estupenda e eficaz. Essa área, tem um enorme impacto na formação de nossas crianças, pois só de programação televisiva, uma criança, ao chegar na idade escolar, já assistiu em média, mais de cinco mil horas, e justamente nos seus primeiros anos.
Basta ver a quantidade de estímulos que são submetidas desde os primeiros meses de vida para entender o porquê. “As crianças de hoje estão bem mais espertas”. Esses estímulos são decorrentes, especialmente dos avanços da tecnologia, ausentes nas gerações passadas. Há os que atribuem esse “precoce” desenvolvimento a chegada das chamadas crianças índigo. Não discuto que essas venham desempenhar seu papel de mudança, mas a variedade de opções, os avanços científicos e pedagógicos não podem ser negados neste processo.
Diante disso, professores e pedagogos já começaram a buscar nos neurocientistas, ajuda para desenvolver novas estratégias de ensino, uma vez que, isso não desobriga governantes, orientadores, inclusive os pais, a reverem metodologias de trabalho, de repensarem seu papel na educação.

criado por Jair Antonio Pauletto    8:39 — Arquivado em: Artigos

16.5.07

Pensamento

 

O Rio e o Oceano

Na impossibilidade de retornar, ao encontrar o oceano, o rio é obrigado a enfrentá-lo, e assim, descobre que também se tornou oceano, superando o medo ao chegar, transforma a inferioridade em igualdade.

http://recantodasletras.uol.com.br/autores/Pauletto

 

criado por Jair Antonio Pauletto    22:48 — Arquivado em: Sem categoria

10.5.07

AVAREZA

AVAREZA

Querer ganhar mais dinheiro não é nenhum delito, mas viver para acumular, não é um bom objetivo. Na antiguidade, a poupança era considerada uma virtude em algumas sociedades. Já a avareza, um vício condenável por todos.
È importante distinguir a pessoa que poupa. Aquela que tem consciência de suas responsabilidades familiares, do “mão aberta” e do avaro.
Atualmente é raro quem poupe, embora o poupar seja um ponto de equilíbrio, de segurança para si e sua família.
O “mão aberta”,esquece até mesmo dos seus seres queridos. Pensa apenas em sua satisfação, seja física ou do seu ego. Para ele, o importante é o que se pode conseguir com o dinheiro, enquanto que para aquele que guarda, a felicidade esta em tê-lo.
O avaro leva a poupança a situações extremas. Vive em função de um objetivo apenas. Acumular. Deixa de atender até suas próprias necessidades e de seus dependentes. Não há mais nada que o satisfaça. Nem mesmo a melhor comida, bebida, ou qualquer outro bem que lhe possa ser útil. Mesmo tendo um bom saldo no banco, ou um colchão recheado, prefere viver na miséria. Geralmente diz que no momento está com dificuldades, mas que amanhã ou depois vai poder gastar. Acontece que ele nunca gasta, porque o prazer está justamente em guardar.
Guardar o dinheiro e impedir a circulação, transforma-o num elemento inútil, ou seja, totalmente sem serventia. No entanto,o universo apresenta seus paradoxos, sendo que um deles, é acumular.
O acúmulo de dinheiro por acumular, como vimos, torna-o improdutivo e conseqüentemente acaba prejudicando também o restante das pessoas que não o tem. Teoricamente teria de ser o contrário. Prejudicar quem o possui e não quem o faz circular.
É claro que a nossa sociedade, por sua vez, incita-nos ao consumo e ao gasto. Já que o sistema considera subversivo frear o fluxo monetário.
Por outro lado, o avaro põe a sua segurança no acúmulo e defende essa segurança não gastando. Este processo é um verdadeiro circulo vicioso que impede o dinheiro de circular. É sabido que, ao proporcionar maior circulação da riqueza, há mais desenvolvimento, que por sua vez gera mais riqueza numa verdadeira relação ganha-ganha, estabelecendo-se assim um outro círculo, o virtuoso.
De qualquer forma, a relação com o dinheiro é muito pessoal, mas devo lembrar que a avareza é um dos sete pecados capitais. É certo que o dinheiro foi inventado para facilitar as trocas. É um simples instrumento de troca e, é assim que devemos considerá-lo. É como se fosse um cupom que dissesse: “vale um fogão” ou “vale um quilo de bacalhau”, mas aí não teria tanta utilidade, já que nem todos gostam de bacalhau e, sendo apenas um número, torna-se muito mais interessante, já que ele não diz o que podemos fazer com ele.
Felizmente ainda há algumas coisas que não podem ser compradas,por mais dinheiro que se tenha e a ciência avance, embora alguns só venham a aprender quando a natureza não tiver mais nada a oferecer.
Por que na verdade, como diz o filósofo Fernando Savater: “depois de se ter comido três vezes ao dia, feito amor, visitado alguns lugares e ter boa saúde não resta muita coisa a fazer”.
O dinheiro pode ser nada e tudo ao mesmo tempo. Pode se transformar em um meio para se ter companhia, supostos amigos ou amores, e construir uma vida com base no que se tenha. O mais importante é encontrar o equilíbrio. Rezar é bom, seja qual for a crença, mas rezar vinte e quatro horas é contraproducente. Paralisaria suas outras obrigações como ser humano. Também não é a solução fazer voto de pobreza, ou melhor, não há voto de pobreza e sim voto de limitação da riqueza.
Desfrutar do que se faz e do que se tem, é caminhar para o amadurecimento. Poder pegar e saborear a fruta da árvore que se plantou e se cuidou é recomendável. Por outro lado, o excesso de querer ter e acumular faz apodrecer as frutas que não estão sendo consumidas e desfrutadas. Pense nisso!

criado por Jair Antonio Pauletto    15:22 — Arquivado em: Artigos

8.5.07

Mãe. Única e Sempre.

Mãe. Única e Sempre.

Da antiga Grécia, herdamos muito da base de nosso conhecimento atual, especialmente nas questões humanas. Acredito que um dos mais interessantes legados da mitologia grega seja as festividades em honra a Rhea, a mãe dos deuses, realizadas na entrada da primavera. Esta celebração é considerada a origem mitológica do dias das mães e a primeira manifestação em homenagem às mães. Somente no século XVII, na Inglaterra, as mães voltariam a ser “lembradas” através da concessão de uma folga às operárias, no o quarto domingo da quaresma, para que pudessem ficar com suas mães.
Na segunda metade do século XVIII a escritora americana Júlia Wuar Howe, faz as primeiras argumentações em favor da criação de uma data para celebrar as mães. Outra americana, chamada Ana Jarvis, que após perder mãe e entrar em depressão e, na tentativa de reanimá-la, as amigas ofereceram uma festa em homenagem a sua mãe. Ana quis que a festa fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas, para que todos lembrassem e homenageassem suas mães. Somente no início do século seguinte sua luta foi reconhecida pelo governador da Virgínia Ocidental e posteriormente se espalhou pelo mundo. Apesar de nunca ter sido mãe, foi seu esforço que instituiu a data comemorativa as Mães e, após alguns anos, teve o desgosto em ver a data transformar-se em um dia lucrativo para o comércio. “não criei o dia das mães para ter lucro” - dizia ela. Chegou a entrar na justiça para cancelar a data, mas não obteve êxito. Ana Jarvis morreu aos 84 anos, recebendo homenagens do mundo todo.
No Brasil, o nosso estado foi o primeiro a promover o dia das mães através da ACM (Associação Cristã de Moços) de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio, integrando também o calendário oficial da Igreja Católica, em 1947.
Embora hoje ser uma data amplamente festejada, seu verdadeiro significado anda ofuscado pelo forte interesse comercial. Parece inacreditável, mas ainda encontramos maridos e filhos que não tem consciência do valor dessa pessoa em suas vidas. São incapazes de reconhecer que todo dia é dia das mães, que elas desempenham suas funções de mãe 24 horas por dia. Conciliando o cansativo trabalho doméstico com o cuidado dos filhos e, cada vez mais, assumindo as funções de chefe de família. Além de precisar provar diariamente sua capacidades na carreira profissional, num mercado de trabalho ainda muito preconceituoso. Portanto, devemos aproveitar esse dia não somente para presenteá-las, mas para refletirmos e ampliarmos a consciência do seu valor em suas vidas.
É ela que dá o calor e o amor para germinarmos, desde o começo das nossas vidas. É perto do seu coração que iniciamos a nossa vida. Sozinhas nos confortam e protegem por nove meses. Estabelecem uma ligação tão forte que nos prende pelo resto de suas vidas. Nos oferece o primeiro e melhor alimento que poderíamos receber.
Não há nada mais seguro que aninhar-se no seu colo, mais acalentador que o afago dos seus dedos e mais reconfortante que o seu amor. Sempre forte, sensível, humilde e solidária, nos acompanha na vida.
Participa de nossos momentos de alegria e dor, sedimentando com seus gestos de amor, uma relação inesquecível em nossas vidas. Está sempre de prontidão para perdoar, especialmente quando inexperientes e insolentes, acreditamos que já sabemos tudo na vida. Mas é ela que muitas vezes sem conhecer as letras, é doutora na arte de fazer a nossa vida melhor, embora, geralmente, os filhos só reconheçam tarde demais.
Ser mãe é um privilégio, é sentir em profundidade o que significa ter uma vida "dentro” de si. Uma vida que se iniciou tão débil e dependente que somente o amor pode sustentá-la.
A poetisa Cora Coralina, acertadamente se refere às mães como: “Renovadoras e reveladoras do mundo. A humanidade se renova no teu ventre”.
É esse ser, certamente, o mais humano que se pode encontrar nos seres humanos, que devemos valorizar. O Dia das Mães não foi criado somente para homenageá-las por tudo o que fazem por nós, mas também para que possamos reconhecer e retribuir um pouco do muito que recebemos, especialmente o amor incondicional que nos é dedicado e que eternamente ficaremos devendo. Lembre-se que Mãe é muito mais que uma palavra de significado infinito, vai além da renúncia, dedicação, força e sabedoria. É o verdadeiro amor.

criado por Jair Antonio Pauletto    13:24 — Arquivado em: Artigos

6.5.07

O Pesadelo do Vôo 747500.

O Pesadelo do Vôo 747500.

Não há como não observar a linda paisagem que vai se apagando ao leste. Lentamente as nuvens vão cobrindo os últimos raios de sol, e pesadas nuvens vão apressando o final do dia.
Finório, aguarda impacientemente o vôo 747500 com destino a New Bassan City. É o seu primeiro vôo. Até então, pequenas viagens de ônibus haviam sido suas maiores experiências. Conhecia os aviões pela televisão. Porém agora, iria sentir finalmente o “prazer” de voar.
Procurava observar os demais passageiros, para imitá-los e assim disfarçar sua inexperiência e nervosismo. O sistema de informações convida os passageiros a embarcarem. Ele, segue no ritmo dos demais e ruma para a porta do avião. Acondiciona a pequena bagagem de mão e senta-se junto à janela. A visão limitada permite observar somente o céu escuro ao longe. Assim, começa a imaginar como será a viagem do alto, se irá passar pelas nuvens, se conseguirá ver as estrelas,…. Até ser interrompido pela comissária que transmite as orientações e procedimentos de segurança para iniciar o vôo. Os minutos seguintes são como uma eternidade. Quando finalmente sente que a decolagem foi bem sucedida, cria coragem, olha pela janela e se deslumbra com a visão lá de cima. Fica impressionado com a dimensão da cidade ao observar a quantidade de luzes que se espalham por todo o seu campo de visão. Finório não tira o olho da pequena janela por um segundo sequer, e, quando já está se sentindo adaptado ao ambiente, houve um alerta do comandante informando que irão enfrentar uma pequena turbulência. Ao ouvir isso, o medo volta a se instalar, porém com muito mais intensidade. Para se acalmar, procura lembrar que as estatísticas mostram o transporte aéreo mais seguro que o rodoviário. Mas, não consegue se convencer. Lá fora, os raios ao longe, se confundem com o piscar das luzes da asa do avião a sua direita. O Avião parece tremer, e pequenas oscilações ganham maior freqüência.
O aviso de apertar os cintos vem acompanhado do comunicado da suspensão do serviço de bordo. Um choro infantil vindo lá da frente, rompe o silêncio da poltrona a sua frente e ouve uma criança dizer a sua mãe que esta com medo e, como resposta, é orientada a rezar, rezar e rezar.
Resolveu seguir o mesmo conselho, mas pareceu mais prudente reler as instruções da saída de emergência. Aliviou-se ao perceber que estava justamente na fileira de emergência, mas logo estremeceu. Estava na poltrona 13 A.
Temendo ser descoberto em seu pavor, rapidamente disfarça e volta a observar a paisagem da janela como um veterano.
Agora a escuridão já toma conta da paisagem. Alguns pontos de luz indicavam a localização das pequenas cidades. A turbulência dá uma trégua e o cansaço do dia, leva-o ao sono.
De repente, os sucessivos focos de luz das pequenas cidades, lá embaixo, tomam forma de pegadas flamejantes, e os raios reluzentes acompanhados de trovoadas, transforma-se em espirros do anjo caído. O retorno da turbulência lhe trouxe a certeza que havia sido capturado e estava nas mãos do gigante das trevas. Inesperadamente lembra-se da padaria do Joaquim, onde na qual, para adoçar o seu tradicional pingado, era preciso várias “pancadas” no fundo do açucareiro.
Sentia-se o açúcar que iria cair no liquido quente, só que nas garras do senhor dos infernos. Iria ser expulso como se fosse o açúcar e cair nas chamas do inferno.
Atordoado, tenta alongar as pernas para relaxar um pouco, mas observa luzes coloridas piscando no assoalho. Imediatamente pensou nas luzes de emergência sinalizando a saída. Sonolento, levantou-se apressado, mas é contido pelo cinto, ainda afivelado, simultaneamente sente um líquido escorrendo pela perna. Por alguns segundos pensa o pior, mas ao despertar completamente e tomar conhecimento da real situação, sente-se ainda pior. As luzes do chão nada mais eram do que o pisar da criança a sua frente que estava usando um “tênis de luzinha”.O liquido que escoria pela sua perna, era apenas o suco do passageiro ao lado, derramado por levantar-se tão abruptamente ao acordar do pesadelo. Diante da situação, entre pedidos de desculpas ao colega de viajem e a comissária, só queria que um alçapão se abrisse sob seus pés. Se pudesse escolher não teria dúvida em preferir a realidade do pesadelo que o constrangimento da situação que se estendeu até a chegada do hotel, sempre é claro, observado pelo destaque da calça molhada.
E assim, doutor Finório, um respeitado psiquiatra, fez sua primeira viajem aérea. Vivenciou, aprendeu e tirou valiosas lições para a vida. Atualmente, procura transmitir aos seus pacientes, especialmente aos mais fatalistas, que viver um pesadelo pode não ser a pior coisa da vida.

criado por Jair Antonio Pauletto    18:47 — Arquivado em: Contos

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