Caminhos

“A tarefa não é tanto ver aquilo que ninguém viu, mas pensar o que ninguém ainda pensou sobre aquilo que todo mundo vê.” Arthur Schopenhauer. Revisão Textual de Rosi Gotz.

28.8.07

Peleia Histórica em Nova Bassano.

Peleia Histórica em Nova Bassano.

Desde 1891, quando as primeiras 30 famílias de imigrantes originárias de Bassano, norte da Itália, fundaram um pequeno núcleo colonial, além do Rio das Antas, na Serra Grappa, em homenagem à terra natal, atual cidade de Veranópolis, não se tem notícias de um acontecimento que tenha despertado tanto interesse naquela população.

O caso que pretendo narrar ainda não foi superado e, há quem duvide que isso venha a se repetir por aquelas bandas. Alguns dizem, que em toda a história do Rio Grande do Sul, só houve um caso semelhante lá no Alegrete, mas, assim como este, também não há comprovação. Sendo assim, peço desculpas antecipadamente ao caro leitor, por me prolongar um pouco na narração inicial, isto é, preciso ambientá-los ao local do ocorrido e também para que compreendam melhor o causo.

Essa localidade, onde mais de um século depois, ainda preserva a herança histórica dos colonos pioneiros e seus costumes históricos, que se tornou município em 1964. Estende-se às margens da RS 324, entre Nova Prata e Nova Araçá. Ao entrar pela avenida principal da cidade ou passando pela auto-estrada, destaca-se a enorme igreja matriz, símbolo da religiosidade de seus habitantes. A igreja distingue-se ainda mais pela torre lateral de 30 metros de altura, onde um relógio anuncia, desde 1938, às horas e os dias dos descendentes da antiga Bassano Del Grappa.

Essa pequena cidade possui um dos mais elevados IDH - Índice de Desenvolvimento Humano - do estado e do país. Basta um pequeno giro pela cidade e pelas colônias para ver que, através do trabalho dos colonos, se desenvolveu uma bela cidade para se viver e prosperar.

Ainda hoje, na delegacia, onde foi colhido o depoimento do ocorrido, historiadores procuram pelos registros. Alguns moradores juram que uma cópia do depoimento está guardada na casa de um dos moradores da linha Silva Jardim, descendente do proprietário do estabelecimento onde tudo ocorreu. Mas, como tal documento ainda não foi divulgado e, sequer encontrado, só me resta fazer a transcrição dos fatos narrados a boca pequena, nos finais das tardes de domingo, em muitas capelas do interior daquela região.

A versão aceita como verdadeira inicia com o delegado inquirindo o depoente:

- O senhor foi chamado para depor sobre a violenta briga acontecida ontem no seu armazém. Teve oito mortos, doze feridos…Uma barbaridade, não?

- No meu armazém, seu delegado? Quem sou eu para ter armazém? O armazém é do Polaco Zeferino, que foi mascate. E, por sinal…
- Não desvie do assunto. Quero que me digas como e porque começou a briga?
- Buenas, pois então, historiemo a coisa. Domingo, como o senhor sabe, a minha bodega fica de gente que nem corvo em carniça de vaca atolada. O doutor entende; depois da missa o pessoal gosta de um joguinho de carta - quatrilho ou bisca, loucos por uma água que passarinho não bebe, por uma conversa sobre os preço do leite, dos porco, dos tomate…. A minha graspa é da pura, não batizo com água de poço como o polaco Zeferino. Que por sinal…
- Continue, continue, deixe o polaco em paz.
- Pois então, bamo reto pro assunto. Tavam uns trinta home tomando umas que outras, já os Nono, tavam jogando briscola, e uns, mascando salame pra enganar o bucho, quando chegou o Bugre. O senhor sabe, ele é mais metido que dedo em nariz de piá, deu um planchaço de adaga no balcão e perguntou se havia home no bolicho. Todo mundo coçou as bolas. Home tem bola, o senhor sabe né!

O Darci - que não é flor de cheirar com pouca venta - disse que era com ele mesmo, deu de mão numa tranca e rachou a cabeça do Bugre. Um contraparente do Bugre não gostou do brinquedo e sentou a argola do mango no Darci. Pegou lá nele, nos óio, e o Darci saiu ganiçando como cusco, que levou água fervendo pelo lombo.

Um amigo do Darci se botou no contraparente do Bugre - que já tava batendo a perninha - e enfiou palmo e meio de ferro branco no sovaco do cujo, que lhe chamam Zé Brabo. Um irmão do Zé Brabo, chateado com aquilo, pegou um peso de cinco quilos da balança e achatou a cabeça do home, que faqueou o Brabo, fazendo que os óio dele sartassem, seu doutor.

E eu só olhando, achando tudo aquilo um tempo perdido. Um primo do homem do ferro branco rebuscou um machado no paiol e golpeou o irmão do Zé Brabo. Errou a cabeça, pois só conseguiu atorar o braço do vivente.

Aí eu fui ficando nervoso, puxei meu berro pro mole da barriga, pronto pra um quero. Meu bolicho é casa de respeito, seu delegado, e a brincadeira já tava ficando pesada.

Mas bueno, foi entonces que o Miguelão se alevantou do banco, palmeou uma carneadeira, chegou por trás do homem do machado, pé que te pé, grudou ele pelas melena e degolou o vivente num táio. Era a coisa mais linda de se vê. O sangue jorrou longe como mijada de cuiúdo.

Aí, eu e mais uns outros - tudo home de respeito - se arrevoltemo com aquilo. Brinquedo tem hora, o senhor não acha?
- Acho, sim. Mas e ai?
- Pois, como lhe disse, nós se arrevoltemo e saquemo os talher. E, foi aí que começou a briga…

Se alguns dos leitores souberem de algum fato que possa levar ao depoimento original, peço encarecidamente que façam contato, para que possamos esclarecer definitivamente este triste episódio e, resgatar a verdade para a pequena e ordeira cidade.

http://recantodasletras.uol.com.br/visualizar.php?idt=611124

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27.8.07

Ver te

 

Ver-te

A beleza está nos olhos de quem vê

Olhar-se, nem sempre é se ver

É a beleza crescendo no amadurecer

No coração, muito amor para oferecer.

Passeando pelas quatro estações

Aqueces-me no inverno com o seu calor,

Afagas-me no verão com seu intenso frescor e

Proteges-me no outono da minha dor.

Para florescermos juntos na primavera.

A cada ano ficas mais bela, basta olhar para ver

Impossível não querer, meus dias contigo viver

Mesmo sem olhar, é fácil perceber

O seu resplandecer.

A beleza que irradias, aquece o meu ser

Não há neste mundo, maior beleza para se ver

Meu amor cresce, alimentado por você

És o meu mundo, impossível te esquecer

 

 

 

 

 

Veja também: http://recantodasletras.uol.com.br/visualizar.php?idt=616796

 

criado por Jair Antonio Pauletto    22:09 — Arquivado em: Sem categoria

26.8.07

Realidade


Nossa visão sobre as coisas pode nos enganar por estarmos equivocados em determinados pontos de vista, pois, geralmente é forjada pelas nossas convicções que nem sempre podem representar a realidade. Não vemos a verdade porque nossa mente trabalha sem necessariamente estar ligada aos nossos sentidos e emoções mais profundas.

As ilusões nos impedem de ver a verdade e nossos olhos não estão acostumados a buscá-la, à vista disso, nos acostumamos a projetar nos outros, o que não podemos aceitar como sendo nosso. E assim, nos livramos dos sentimentos, atribuindo-os aos outros.

Quando desconhecemos os traços de nossa personalidade, não admitimos sentir determinados sentimentos e os atribuímos a determinadas pessoas. Geralmente não suportamos sentir o que não aprendemos e convencionamos como algo errado, falso ou mau. Foi assim que Adão atribuiu a culpa a Eva que o tentou e essa se desculpou diante do Criador dizendo que foi enganada pela maldita serpente. Assim somos todos nós em muitas fazes da vida.

Se não passarmos a admitir certas verdades internas, não poderemos nos livras das ilusões. Não admitir que sentimos medo ou raiva é uma atitude comum em muitas pessoas, pois convencionaram que isto é errado. Pode não ser um sentimento muito louvável, mas sentir raiva também pode ser uma energia natural para vencer certas barreiras ou transpor um obstáculo além de ser um fator de defesa.

O medo, por sua vez, é um prudente mediador em situações de perigo. Na infância, muitos pais reprimem os filhos por demonstrarem sentimentos de afeto, carinho, raiva ou medo diante de situações vexatórias em que fossem ridicularizados. Sendo que, quando adultos, acabam se tornando pessoas recriminadoras e insensíveis, pois, aprenderam a reprimir as emoções que consideravam feias, erradas e pecaminosas, sem perceber que estavam adotando uma postura para tornarem-se criaturas inseguras e fracas, que não confiam em si mesmas e nos outros.

Podemos aprender muito, dedicando um pouco de atenção aos sentimentos. Eles nos fazem crescer e aprender, inclusive se os sentimentos não forem tão “bons” como o medo e a raiva.

Para que possamos encontrar a verdade é preciso aceitar esses sentimentos, exercitando o sentir e adequá-los corretamente na vida. Há os que se orgulham da entrega incondicional, como sendo pessoas francas e livres do estresse, por exporem livremente seus sentimentos. No entanto, são tão desequilibradas quanto as que reprimem e se envenenam com os próprios sentimentos. A Sugestão é o equilíbrio e a integração de nossas energias íntimas, e nunca a repressão ou o entorpecimento e nem tampouco a entrega incondicional.

Para alcançarmos o equilíbrio e avançarmos como seres superiores, devemos buscar, exercitar e fundamentalmente aceitar a nossa verdade. Não podemos esquecer que muitas vezes, apesar de crermos no que vemos, os órgãos dos sentidos nos enganam. É a terra que parece parada, o arco íris nada mais é que o sol atravessando pequenas gotículas de água, certas estrelas que já morreram e devido à distância, sua luz ainda pode ser vista, tudo parece real. Cremos em tantas coisas que nos disseram e continuam dizendo, embora não sejam situações experimentadas ou vivenciadas por nós, mas aceitamo-las como verdadeiras, quando de fato são meros “conceitos relativos”.

Diante disso, precisamos aprender a sintonizar-nos com os nossos sentimentos, ver com os olhos espirituais e usar nossa percepção intuitiva porque ela é mais ampla e precisa que nossos sentidos físicos.

Aprender com os nossos sentimentos, e, dar-lhe o devido valor é equilibrar as nossas energias para assim podermos abrir as portas da alma e captarmos as inspirações divinas que deliberam a vida em toda a parte. Se não encontramos a nossa verdade, como nos aproximaremos da Verdade Maior? Pense nisso.

Visite: Um dia com Dona Morte http://recantodasletras.uol.com.br/contos/618391

 

criado por Jair Antonio Pauletto    23:33 — Arquivado em: Artigos

16.8.07

O dia em que conheci Elis

O dia em que conheci Elis

Elis já era muito conhecida. Muitos amigos falavam maravilhas sobre o seu trabalho. Estrelou para a fama, mas mantinha-se humilde e recatada, pois, sua carreira de sucesso podia ser prevista com um simples olhar mais atento.

Menina, mulher, independente, daquele tipo que sabe o que quer e consciente do quanto pode, apesar da aparência formosa onde se destacavam os sedosos cabelos negros e olhos penetrantes. O sorriso largo emoldurado pelos úmidos lábios, que pareciam pétalas de rosa molhadas pelo orvalho do amanhecer iluminava seu rosto. A personalidade guerreira e doce podia ser facilmente notada.

Um dia, ao saber que ela estava com a agenda livre, tomei coragem e liguei. Já havia sonhado três vezes com ela. Sonhos que só podia qualificar como sonhos, pois, todas as suas qualidades inclusive a extrema beleza, me levavam a um êxtase de prazer e felicidade. Apesar da admiração e todo aquele mundo de coisas boas que nutria por Elis, não via razão para aqueles sonhos.

Mas, havia chegado à hora de finalmente ouvir aquela voz somente no meu ouvido, com a convicção de estar fazendo algo em meu benefício. Precisava dedicar um tempo para o meu bem estar, porque o stress vinha batendo a minha porta há tempos.

Disquei cuidadosamente os números, ouvi o barulho da discagem e em seguida o tum, tum, tum…Estava ocupado. Desmoronei junto com toda a minha expectativa e ansiedade,No entanto, como fã nunca desiste, reuni toda a minha coragem, disquei novamente e, na segunda chamada, fui atendido:

- Alo!

- Elis?

- Oi. Tu-do be-em? Respondeu-me gaguejando.

Emocionado, custei a perceber que era a ligação que estava péssima. Algumas palavras depois já estava me sentindo a vontade. Surpreendentemente declarei meus sonhos, sem exitar.

Havia sonhado com Elis por três vezes e,em todos, estávamos em ambientes muito agradáveis e familiares para os dois.

Lembro da intensidade com que passeávamos pela floresta de mãos dadas. Era como se fôssemos dois grandes amigos. Um passeio à moda Peter Pan, onde voávamos sobre as imensas áreas arborizadas de onde exalava uma energia poética que sustentava nosso vôo. A sensação era indescritível, conhecemos toda a região, as áreas cultivadas e as principais cidades.

O sonho realmente marcante foi mais específico. Sentados em frente a lareira, regado a vinho tinto, conversávamos animadamente sobre a importância da música em nossas vidas. Um assunto que nos envolveu profundamente por várias horas, que se transformaram em poucos minutos diante de um ambiente tão agradável.

Não queria perder tempo detalhando meus sonhos com ela, mas todos os assuntos previamente ensaiados haviam sumido da minha mente. A graça e simpatia como retribuía as minhas desencontradas palavras ao telefone me acalmavam, tornando o diálogo mais natural.

Falamos sobre suas ambições profissionais, a carreira que se iniciaria oficialmente no final do ano, e muitas coisas fúteis e bem humoradas, que servira para nos aproximarmos, fortalecendo a amizade.

Retomei aquela coragem de fã e solicitei uma foto, que ela prontificou-se em enviar. Não sei precisar o tempo que ficamos falando. Pela pequena fortuna que se apresentou na conta, estimei em mais de meia hora. Após desligar lembrei que não havia pedido dedicatória na foto, mas aí! Já seria demais. Acreditava que aquele seria o primeiro de outros momentos agradáveis que iríamos viver, embora soubesse que meu espaço era de um querido amigo distante.

Afinal, Elis ainda era uma menina, linda e dedicada, mostrando claramente que seu talento e juventude ainda a levaria a cantar em muitas estradas da vida, bem como a arrebentar muitos corações com suas belas canções.

Dias depois a foto de Elis chegou. Sem dedicatória, mas também não havia necessidade, uma vez que, a sensação ao ver a foto era de uma enorme emoção, pois aquela imagem cheia de graça me parecia familiar. Certamente ela não fazia parte da minha família, quem sabe noutra vida, mas nesta certamente não.

Não bastassem os milhares de quilômetros que nos separavam e o inexistente fluxo migratório de familiares, seria impossível reunir tanto charme e talento pela simples junção de genes comuns.

Elis definitivamente pertencia a uma espécie rara, uma personalidade impar oriunda da combinação de fatores raros.

Assim, Elisangela, a futura administradora, passou a integrar a minha lista de amigos do coração, despertando-me a curiosidade de um dia conheça-la pessoalmente na distante Alta Mata.

No entanto, esse encontro ocorreu somente muitos anos depois, na véspera do meu retorno ao plano físico, quando Elis chegou para iniciar seus estudos preparatórios naquele centro do plano astral.

criado por Jair Antonio Pauletto    18:47 — Arquivado em: Contos

5.8.07

Homenagem ao dia dos Pais

Meu PAI é o Cara

O dia dos Pais, ao que tudo indica, teve origem da mesma forma que o dia das mães: da idéia de criar datas para fortalecer os laços familiares e o respeito por aqueles que nos deram a vida. Dizem que o primeiro a comemorar o dia dos pais foi um jovem chamado Elmesu, na Babilônia, há mais de quatro mil anos. Ele teria esculpido em argila um cartão para seu pai. Mas, a instituição da data para comemorar esse dia todos os anos é recente. Os registros históricos atribuem a uma moradora, chamara Sonora, filha de um veterano da guerra civil americana, da cidade de Spokane em Washington.Orgulhosa de seu pai, que criou seis filhos sozinho em função de ter perdido a esposa durante o parto do último, teve a idéia de celebrar o dia dos pais, após ouvir um sermão dedicado as mães, como uma forma de homenageá-lo pelo sacrifício, amor e por ter superado todas as dificuldades sem a ajuda de ninguém.

Assim sendo, pediu auxílio para uma entidade de Jovens Cristãos da cidade, e em 1909 o primeiro dia dos pais norte-americano foi comemorado dia 19 de junho, no dia do aniversário do seu pai. No ano seguinte a cidade já organizava a primeira comemoração.

A rosa foi escolhida como símbolo do evento, sendo que as vermelhas eram dedicadas aos pais vivos e as brancas aos falecidos. A partir dessa data as comemorações só aumentaram e, finalmente em 1966 uma proclamação presidencial oficializou o terceiro domingo de junho como o Dia dos Pais. No Brasil, a data começou a ganhar espaço em 1953, com o publicitário Sylvio Bhering e o jornal O Globo do Rio de Janeiro, que se propôs a incentivar a celebração em família, baseado nos sentimentos e costumes cristãos. O primeiro dia dos pais foi comemorado no dia de São Joaquim, patriarca da família. Mas, como o domingo era mais propício para as reuniões de família, a data foi transferida para o segundo domingo de agosto. Obviamente que os fins comerciais também contribuíram.

Independente de como a data se incorporou na nossa cultura, o pai sempre teve e tem posição de destaque na vida do filho, seja positivo ou negativo, ele é referencial. É claro que, assim como a mãe, ele também muitas vezes assume o papel dos dois, apesar de pouco difundido, pois a nossa sociedade ainda não lhe dá o mesmo destaque. A referência da família tradicional ainda está centrada no Pai, não que a família dependa dele para existir, mas porque a sociedade ainda não encontrou uma forma de estrutura-se mais adequadamente. Neste dia não cabe discutir a importância do pai porque sabemos que é inegável seu valor e o papel que ele desempenha é insubstituível em nossa vida.

Quem não passou a ver o pai como novos olhares a cada fase da vida. Particularmente lembro que na minha mais tenra idade ele representava o que se poderia definir como um super-herói que fazia e podia tudo, além da esperteza. Depois foi se tornando um pouco obsoleto e já não parecia tão super assim, porque me envergonhava às vezes diante dos coleginhas. Alguns anos após, veio à comprovação de que ele era mesmo antiquado, mas tinha alguns momentos de serenidade e parecia entender de algumas coisas, fruto de suas experiências, é claro. Um pouco mais tarde passou a ser meu consultor por ter muita experiência e tornou-se conselheiro para tudo.

As fases da vida e os diferentes pontos de vista em relação ao pai são quase que regras universais e foram brilhantemente expressas pela escritora americana Ann Landers em um texto intitulado “meu pai quando eu tinha…”.

Geralmente só reconhecemos a sua inteligência e sua forma “masculina” de amar, quando não podemos mais consultá-lo e passamos a lamentar profundamente o quanto deixamos de aprender com ele.

Portanto, aproveite este dia dos pais e diga a ele quanto você o ama. Independente do momento em que você se encontre, pois acredite, ele te ama. Talvez de uma forma um tanto incompressível às vezes e com certos preconceitos que acredita ter o dever de preservar, mas que lá no intimo bate bem forte aquele coração de pai, de ser humano igual ao nosso, capaz de sacrificar-se ao extremo pelo filho. Existem pais de todo o jeito e filhos de todo o tipo, mas o amor os torna únicos e inseparáveis.

Hoje, as mudanças sociais oferecem aos pais mais oportunidades para que possam expressar seu amor aos filhos e as esposas, sem os infundados e históricos preconceitos machistas. Se de um lado as mulheres avançam em suas conquistas pela igualdade, o homem também tende a igualar-se, especialmente na forma de expressar seu amor. Saber que somos amados é gratificante, nos deixa seguros e felizes. Assim como, sentir e ter esse amor ofertado diariamente nos impulsionará para uma vida bem mais terna e feliz.

É nesse dia, onde os corações devem transbordar de amor, que qualquer indicio de barreira seja instantaneamente eliminado, iniciando-se a construção de uma relação mais aberta, amorosa e franca, entre pais e filhos. Há tanto para se falar do pai, tanto o quanto é infinito falar das mães, dos filhos e da família.

No entanto há um sentimento que une tudo isso, que vai além dos laços sangüíneos. O amor. Se houver amor, esse dia dos pais será o melhor dia da sua vida, não somente pelo dia, mas também por estar permitindo que amanhã o amor cresça e se fortifique. Todavia, lembre-se que uma boa regada vai fazer com que ele cresça muito mais bonito e forte. Mas não espere o próximo dia dos pais para fortalecê-lo, cultive-o diariamente.

Visite Também: Meu Pai é o Cara no Recanto da Letras….

criado por Jair Antonio Pauletto    23:40 — Arquivado em: Miscelâneas

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