Caminhos

“A tarefa não é tanto ver aquilo que ninguém viu, mas pensar o que ninguém ainda pensou sobre aquilo que todo mundo vê.” Arthur Schopenhauer. Revisão Textual de Rosi Gotz.

24.12.07

Ano Novo, novos sonhos.

Ano Novo, novos sonhos.

Nesta época, as expectativas positivas se acentuam, seja por conseqüência das reflexões natalinas que tenham desencadeado naturalmente a necessidade de mudança ou pelo desejo que se espalha sutilmente no inconsciente coletivo de que os insucessos do ano ficaram para trás e o novo ano represente a esperança de dias melhores.
Este período é realmente favorável para rever e estabelecer novos objetivos em qualquer aspecto da nossa vida. As previsões, as simpatias e rituais tradicionais de ano novo funcionam como um condensador energético, ou seja, fixamos nessas tradições nosso pensamento tão firmemente naquilo que acreditamos que ele se torna uma espécie de amuleto que passa a funcionar como um propulsor daquilo que queremos de fato alcançar durante o ano que se inicia. Mas não basta comer lentilha ou carne de porco ou ainda vestir as roupas da cores quentes do ano. É preciso manter o pensamento firme e direcionado ao que se quer, além de realizar um verdadeiro planejamento estratégico, descrevendo claramente o que queremos, determinando inclusive o prazo para que este desejo seja alcançado. Isto nada mais é que outra forma de manter o foco no que realmente queremos, além de evitar que desprendamos esforços para algo apenas casual ou que não contribua com o nosso propósito.
Apenas um pequeno percentual de pessoas tem o hábito de registrar seus objetivos, embora, estatísticas demonstrem que os que registram seus objetivos de forma clara, de modo que possam ser lembrados e visualizados com freqüência, alcançam com maior facilidade suas metas. Isso se explica pela simples razão de não divagarem por outros caminhos no decorrer do percurso e muito menos mudar o foco do desejado. Uma vez registrado e visualizado constantemente o desejo se tornará realidade rapidamente, essa é uma lei universal. Ao escrevermos o que queremos, já estamos fazendo concretamente a primeira ação para torná-lo realidade. Lembrando que, se Deus nos deu o poder de desejar, certamente nos deu também o poder de realizar e, se assim não o fizesse, estaria castigando os próprios filhos e isso todos sabemos que Ele não faz, portanto, se podemos desejar, podemos obter, basta utilizarmos o próprio esforço.
É importante estabelecermos nossas próprias metas com prazo para que sejam alcançadas, assim como, concentrar nossos esforços para que as ações diárias sejam voltadas para aquilo que queremos, sem divagações ou desculpas. A estratégia para alcançá-las, deve incluir firmeza de pensamento e a crença inabalável naquilo que realmente se quer, de modo a acreditarmos tão firmemente no sucesso, que eventuais dificuldades possam ser superadas, apenas visualizando o benefício final. Algumas etapas são importantes após estabelecermos o objetivo, como: definir o método a ser utilizado, isto é, programar as ações necessárias para que o desejo se torne realidade, conscientes de que toda a ação exige um determinado grau de esforço, além da necessidade de avaliar periodicamente se os rumos traçados estão nos levando ao objetivo, do contrário, será preciso uma correção na rota, imediatamente.
Mas, independente daquilo que desejarmos ou da forma que utilizarmos para obtê-lo, somente alcançaremos o sucesso se nos dedicarmos por inteiro. Não podemos nos dedicar um pouco ou pela metade, por que essa é uma daquelas situações que não existe meio termo. Assim como, também não existe uma mulher meio grávida, ou algo meio novo, ou seja, para alcançarmos os objetivos não basta meio esforço, é preciso muito esforço e por inteiro.
Não podemos mais aceitar e sequer pensar em fazer as coisas pela metade. Chega de aceitar um serviço mais ou menos, chega de pessoas mais ou menos amigas, éticas, felizes,… É preciso ser, querer e exigir as coisas por inteiro. O Ano novo se inicia inteiro, repleto de novas oportunidades para que possamos alcançar dias mais felizes. Dias de uma felicidade inteira e completa. Uma felicidade que é nossa por direito, que está ao nosso alcance por inteiro e precisa estar presente em nossas vidas. Liberte-se para isso, inicie abrindo pelo menos uma pequena janela, assim sua vida em pouco tempo será inundada de felicidade.
O novo ano se apresenta novamente, as experiências anteriores já nos fornecem modelos a serem seguidos e outros a serem abandonados. Fortaleça as que o levaram a conquista e a felicidade, avalie e planeje novas ações para as que não lhe trouxeram o desejado. Faça com a certeza de que podes alcançá-los por inteiro, por que o universo está conspirando a seu favor. É um direito seu, ser próspero e feliz. Faça valer esse direito, lute por ele e não se satisfaça em aceitá-lo pela metade.
É com este espírito de energias positivas, encerro esta mensagem desejando a todos um 2008 repleto de amor, saúde, paz e perseverança, para que no decorrer do ano suas metas e objetivos se tornarem realidade. Feliz 2008!

http://recantodasletras.uol.com.br/autores/Pauletto

criado por Jair Antonio Pauletto    11:22 — Arquivado em: Artigos

16.12.07

O verdadeiro Natal

O verdadeiro Natal

Nesta época o coração cresce, parece que não cabe no peito, queremos que nossos familiares, amigos ou até o mais distante desconhecido, tenha um natal maravilhoso. No entanto, essa mágica não se realiza só com esses breves momentos de amor à humanidade, é preciso um pouco mais e principalmente continuidade.
Passamos o ano na corrida egoísta, sem percebermos que diariamente podemos exercitar esse espírito natalino que agora tanto queremos e necessitamos externar. O impressionante é que nesta época o espírito de natal aflora na sociedade e todos parecem repentinamente encontraram uma maneira de ajudar a melhorar a vida de seu semelhante, seja através da doação de um alimento ou uma prece. Apesar de todos os dias, durante todo o ano, termos a oportunidade de ajudar, porém não o fazemos ou, se fazemos, geralmente não é com a mesma dedicação e carinho que no período natalino.
Com freqüência a vida nos apresenta situações que, bastaria um pequeno esforço, um sorriso, um pouco de boa vontade para tornar a vida de alguém muito melhor. Um exemplo disso são as diferentes formas de atendimento que recebemos quando precisamos de um serviço, seja ele de uma instituição pública ou privada. Nestes locais em especial, bastaria um pouco de boa vontade da pessoa que presta o serviço para transmitir mais humanidade e delicadeza, algo que proporcionaria incalculável gratidão e bem estar para quem o recebe. São essas pequenas atitudes que não exigem grande esforço que qualificam as relações e fazem muita diferença na vida das pessoas, especialmente para quem as pratica.
Tenho certeza que quando todos se dedicarem a desenvolver sua espiritualidade, até mesmo as empresas substituirão seus serviços de atendimento ao cliente por programas de treinamento que visem incentivar a solidariedade e a humanização de seus funcionários. E, sonhando um pouco mais, quem sabe o serviço público também consiga capacitar aquele servidor que parece sempre estar de mal com o mundo, quando precisamos dos seus serviços. É esse mesmo cidadão que diariamente poderia fazer um “feliz natal” para os que dependem da sua “boa vontade”, mas passam-se anos e ele infelizmente não desperta para isso, embora no natal se mostre solidário em contribuir para o bem estar dos mais necessitados.
Natal é época de renascimento sim, mas tem que ser um renascimento que brote de um tronco que tenha raiz viçosa e que seja alimentado continuamente durante todo o ano e não somente nesta época. Assim como a videira, que quando podada sangra por alguns dias, para depois brotar viçosa e nos ofertar doces uvas. Deste modo, nós também devemos fazer uma poda em nosso coração, nossas atitudes e sentimentos, para que possamos oferecer frutos melhores não somente na estação do natal, mas em todos os dias. Renascer é renovar-se constantemente, porém exige esforço e desapego, ou seja, temos que ter consciência de que a vida é um estágio de crescimento e o amor é que deve prevalecer e se destacar nas nossas ações.
O natal é uma festa universal, embora não faça parte do calendário de muitas religiões ela é vista como uma festa religiosa, mesmo sabendo que é muito mais que isso: é um momento de transformação da humanidade, mas que infelizmente cada vez mais vem se esvaziando, tornando-se somente a data do Papai Noel, não aquele que quando criança a avó dizia ser o menino Jesus, mas um Papai Noel voltado ao consumo, no qual o verdadeiro sentido do natal acaba sendo avaliado pelos indicadores de venda.
Essa data tem um significado especial no coração de cada um de nós, sobretudo, é um dia no qual os valores familiares são estendidos à sociedade; é a confraternização cristã do nascimento do maior e melhor exemplo da grandiosidade da alma humana. Nada melhor que aproveitar esse dia para eliminar definitivamente de nossa vida a intolerância, a inveja, o materialismo e dar lugar a sentimentos mais elevados. É um momento especial de reflexão. Sorria e abrace quem está ao seu lado com muito carinho.
Desejo que neste natal nasçam os mais viçosos brotos de esperança e amor na sua vida para produzir doces frutos de felicidade e paz no decorrer de todo o novo ano. Feliz natal!

criado por Jair Antonio Pauletto    23:35 — Arquivado em: Artigos

10.12.07

Dias mais felizes

Dias mais felizes
Diariamente nos deparamos com milhares de acontecimentos, dos quais, alguns nunca mais lembramos e outros, profundas marcas, por trazerem grandes alegrias ou sofrimentos. Os dias transcorrem padronizados em horários e rotinas, mas diferentes nas possibilidades, uma vez que estas se renovam a todo instante. Um único dia nos oferece infinitas oportunidades para podermos direcionar as nossas ações à própria felicidade.
Quando elevamos nossa vida a um estágio de bem estar, temos momentos de paz e felicidade, ao contrário de quando nos deixamos invadir pelo desânimo onde a dor se manifesta com toda sua força. Nessas ocasiões é difícil imaginar que, o que parece ser fruto de acontecimentos, ou algo que sequer esperávamos, normalmente advém da nossa incapacidade de mantermos a mente elevada. Com isso, criamos inconscientemente essa realidade para nós mesmos.É um processo que os seres humanos ainda não dominam, mas sabe-se que advêm da nossa capacidade de inventar e criarmos a própria realidade seja ela consciente ou não. Isto é muito difícil de se admitir, especialmente quando os fatos parecem totalmente absurdos e por maior que seja o esforço para compreendê-los continuam inaceitáveis. Mas é fato que vem sendo estudado e compreendido cada vez mais por especialistas desta área.
Quando essa dor é provocada por acontecimentos externos, geralmente conseguimos compreender e lidar melhor com a situação, no entanto, se a origem for interna, ou seja, aquela que nos mesmos criamos e não a admitimos, ou sequer aceitamos a hipótese de termos alguma responsabilidade.
Temos a capacidade e a liberdade de escolher qual das atitudes quer tomar; são elas que vão refletir nos momentos de paz, felicidade ou dor. Não podemos esquecer que a felicidade está relacionada como as nossas escolhas, nossos comportamentos e nada que é externo podem roubá-la, porque faz parte do núcleo do nosso ser. Como dizia La Rochefoucauld "Se alguém não encontra a felicidade em si mesmo, é inútil que a procure noutro lugar".
Somos uma espécie superior, não somente pela consciência de nós mesmos, mas também pela grande capacidade de adaptar-nos àquilo que nos acontece, capazes de agüentar as mais difíceis situações, de esperar e superar muitas adversidades, mas quando agimos mal, atuamos contrários à natureza humana, tornando o viver muito doloroso. Nós não fomos criados para sermos infelizes, nossas regras internas nos impulsionam para a felicidade, só um insensato poderia pensar que Deus nos criou para submeter-nos a continuas desgraças.
O que é inegável seja como for o dia, chuvoso, ensolarado, quente ou frio, a responsabilidade de torná-lo um bom dia é individual, e isso é intransferível. Este é um processo particular, não temos alternativas, não é possível fugir de si mesmo o tempo todo e assim como o tempo, nós também somos infinitos. A realidade é que devemos obrigatoriamente conviver com isso e não podemos fugir da própria responsabilidade de sermos felizes, mas também não significa que precisamos ser individualistas. A solidariedade, a caridade e o amor devem ser constantes nas nossas ações, apesar do autoconhecimento ser um processo solitário e individual. Parece óbvio, mas a única pessoa que estará presente em sua vida o tempo todo, é você mesmo, isso é imutável, externo, temporário, transitório e deve servir somente para exercitar-nos.
Não estava pensando em falar tanto da felicidade, e sim da responsabilidade que temos em fazer o nosso dia melhor e vê-lo como uma oportunidade não somente em cada amanhecer, mas em qualquer momento das 24 horas. Mas de que valeriam essas oportunidades se não direcionarmos os esforços para a busca da felicidade? Se quiser saber se ela é o caminho ou um lugar, a resposta está no nosso interior, cujo acesso é um labirinto com infinitas possibilidades. Não encontraremos a resposta se não estivermos dispostos a ir fundo, mas bem fundo em nós mesmos. Temos que dedicar nossos esforços para tornar os nossos dias mais felizes, afinal, não existe nada mais importante a fazer, que ser feliz. Pense nisso.

criado por Jair Antonio Pauletto    9:32 — Arquivado em: Artigos

3.12.07

Organize se

Organize-se

Estava me preparado para escrever este texto, que seria sobre algum assunto relacionado à nossa motivação, auto-estima e melhoria pessoal, enfim, algo do tipo que vocês já sabem que gosto de tratar nesses nossos encontros semanais.
Ocorre que tocou a campainha e tive que sair correndo para atender à porta. Pois, não é que era visita surpresa? Daquelas que freqüentam nossas casas não para saber como estamos, mas meramente por curiosidade.
Para não fugir às regras, à sala estava bagunçada, coisa de quem gosta de livros, revistas e até mesmo juntar alguns jornais velhos. E, percebendo isso, logo me lembrei da casa da minha avó. Ela tinha duas portas: uma dava acesso à cozinha e a outra para a sala. Hoje percebi que se tratava de uma engenhosa artimanha arquitetônica, para facilitar a vida dos proprietários desorganizados na hora de receber àquelas visitas surpresa. A razão era muito simples, pois sempre que a cozinha ficava bagunçada, vovó pedia que as visitas entrassem pela porta da sala, “é mais confortável”, dizia ela. E assim, acomodava-as tranqüilamente sem qualquer preocupação com a desorganização na cozinha.
Hoje à economia fala mais alto e a maioria das residências possui apenas uma porta, que é o caso do meu apartamento, cuja porta dá direto para a sala, que está sempre “bagunçada”. Na hora de uma visita como essa, só nos resta tirar os livros do sofá e afagar o “convidado”.
Depois de passar por essa situação, voltei a jurar para mim mesmo, como já fiz em tantas outras ocasiões, que a partir daquele momento manteria as minhas coisas sempre organizadas, o que melhoraria muito a sensação de bem-estar na casa e ainda evitaria às más línguas desse tipo de visita infeliz. Não que isso me incomode, até por que, cada qual sabe onde o sapato aperta, já dizia minha avó. Mas o que realmente me incomoda é a minha falta de determinação em deixar às minhas coisas espalhadas pela casa, uma vez que nos dias atuais não há mais lugar para desordem ou improvisação.
Os prejuízos sejam de tempo ou de energia em catar as coisas espalhadas, são enormes. Admito que a bagunça é generalizada, quase que um patrimônio nacional, no entanto, no próprio lar as coisas precisam ser diferentes e, prontamente me lembrei que já fui instrutor do programa 5 “esses” há algum tempo. O Programa 5S é um programa participativo de fácil aplicação, de resultados imediatos e visa melhorar o ambiente de trabalho, muito utilizado nas empresas.
O programa também é excelente para ser empregado nas nossas casas no sentido de acabar com aquelas tralhas, gavetas e armários atulhados. Mas este não é um manual de aplicação do programa, portanto, para os que não conhecem me cabe informar que o 5S é originário de cinco palavras japonesas, iniciadas pela letra S, que correspondem a cinco sensos que foram traduzidos para o português dessa forma: Utilização (Seiri), Ordenação (Seiton), Limpeza (Seisou), Saúde (Seiketsu), Autodisciplina (Shitsuke).
No meu caso, o Seiton e especialmente o Shitsuke não estavam funcionando e precisava fazer alguma coisa urgente. Além do desconforto diante da visita, a desorganização sempre acaba incomodando os familiares. Decididamente estava na hora de organizar minha bagunça a fim de mudar essa realidade.
Estava óbvio que faltava determinação, afinal, eu conhecia o programa, sabia que funcionava, mas ao mesmo tempo também sabia que eu não era persistente o suficiente para incorporar a organização no meu cotidiano doméstico. Esse era o primeiro entrave, apesar de estar disposto a dedicar-me a esse objetivo, talvez bastasse um pouco mais de disciplina para seguir o método.
Diante disso, definitivamente havia chegado à hora de me desprender daquele velho “hábito” de deixar tudo espalhado pelos quatro cantos da casa. Apesar de perceber que não seria uma tarefa tão simples, também não seria tão árdua, pelo contrário, uma vez tudo organizado e em seus devidos lugares, eu ganharia mais tempo, e, conseqüentemente mais disponibilidade para produzir algo novo, quem sabe. A partir desses insights, percebi que para os meus 5 “esses” dessem certo eu precisaria de 5 “dês”: Determinação, Dedicação, Disciplina, Desprendimento e Disponibilidade.
Que maravilha! Eu acabara de inventar meu próprio programa sem a intenção, é claro, de querer comparar com o programa japonês. Mas não era uma má idéia, pois após uma rápida análise, percebi que essas “minhas” cinco palavras são importantes e têm muito em comum com o 5 “esses”, além de serem fundamentais para alcançarmos quaisquer objetivos que nos propusermos alcançar.
Assim sendo e, com a intenção de organizar-me, resolvi associar os 5 “esses” aos “dês” na minha rotina. Tinha que buscar dentro de mim aquela velha determinação que me fez caminhar da roça até a capital, atrás de uma vida melhor.
Lembro que era essa força que me empurrava ao encontro dos meus objetivos, que não me deixava desistir, nem que demorasse vinte ou trinta anos eu persistiria. Afinal, pessoas determinadas fixam sua atenção nos objetivos, enquanto os perdedores concentram-se apenas nos obstáculos. Eu sabia que tinha capacidade de me entregar à realização deste novo objetivo, porém teria que fazer diferente, uma vez que da forma como eu vinha fazendo, o resultado era aquela desorganização. Não havia mágica que resolvesse, apenas precisava me dedicar para evitar cair na ilusão, que sempre é um grande obstáculo para a maioria, ou seja, se não nos dedicarmos ao objetivo, a determinação será apenas um carro sem combustível que não nos levará a lugar algum.
Sabia também, que a jornada seria longa, afinal, já havia me proposto a ser uma pessoa mais organizada muitas outras vezes, portanto, deveria ser inflexível com a minha disciplina. Deveria seguir o método que era o fundamental para chegar ao sucesso. Sabia que se eu quisesse chegar à água, teria que cavar meu próprio poço, e não furar um buraco a cada dia, isto é, precisava ter disciplina para seguir no mesmo objetivo todos os dias, nada mais que disciplina pura, unicamente disciplina. De que me valeria instituir um novo método para acabar com a minha bagunça se não tivesse a disciplina para segui-lo?
Difícil, mas nem tanto, a princípio teria que abandonar os velhos hábitos desapegar-me da comodidade de ter tudo por perto, dos meus livros sempre a mão, das revistas, enfim, precisava exercitar o desprendimento. Quem sabe, finalmente tomaria coragem de doar alguns daqueles livros que mantinha na estante por puro apego. Além do mais, desprendimento de certa maneira é desapegar-se de fazer algo para conseguir um resultado melhor.
O último exercício que precisava fazer era o da disponibilidade. Considerava esse o mais fácil, já que me considero uma pessoa que sempre teve a capacidade de estar “disponível” para colaborar com os outros. Meu estado de espírito, posso dizer que se caracteriza pela predisposição a aceitar solicitações e colaborar.Não seria difícil rever meus horários, de forma que pudesse disponibilizar mais tempo a minha própria organização. Todos nós sabemos que ninguém é tão ocupado que não encontre tempo para fazer algo que realmente deseja.
É isso, enquanto você esta lendo esse texto, eu estou praticando esse meu programa, afinal, estamos em outros tempos e a minha casa não tem tantas portas. Espero que você não precise se organizar, mas se precisar, tenho certeza que este texto poderá ajudá-lo ou quem sabe poderá ajudar alguém que você conheça. Pense nisso.

criado por Jair Antonio Pauletto    16:04 — Arquivado em: Sem categoria

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