Caminhos

“A tarefa não é tanto ver aquilo que ninguém viu, mas pensar o que ninguém ainda pensou sobre aquilo que todo mundo vê.” Arthur Schopenhauer. Revisão Textual de Rosi Gotz.

27.4.08

Auto-estima

Auto-estima

Numa dessas manhãs de outono, em que o dia nasce com aquela brisa fresquinha e o sol se espreguiça antes de aparecer, não me contive em fazer e degustar um bom café. Ao perceber que estava sozinho, tentei resistir, mas aí, à vontade já havia tomado conta.

Dominado pelo desejo, iniciei os preparativos, mas a desarrumação devido a uma pequena reforma que estava em curso e, além da pouca intimidade com a cozinha, quase me fez desistir, pois não conseguia encontrar o filtro para coar o café. Enfim, após inúmeros abre e fecha de portas encontrei o filtro e em poucos minutos estava saboreando um delicioso café, feito por mim. E, como um bom café é sempre motivo para um bate papo, convidei o pedreiro que cuidava da reforma, para me fazer companhia. Era um sujeito pessimista com crenças negativas de si mesmo, profundamente enraizadas, sem qualquer traço de auto-estima e amor próprio.

Essa experiência me alertou para a importância do filtro, não apenas do que utilizei para reter a borra de café do delicioso líquido, mas de todos os filtros que utilizamos ou deveríamos utilizar na vida. Sempre que penso em filtro, assim como a grande maioria das pessoas “deve” pensar, imagino algo que separa diferentes elementos, purifica, seleciona alguma coisa, retém ou deixa passar somente parte do todo. É isso que me vem à cabeça, quando penso em filtro, embora seja uma definição pessoal e certamente incompleta, mas servirá para o leitor entender por que este episódio do filtro e a baixa auto-estima daquele pedreiro me levaram para a seguinte reflexão;

Como seria bom se pudéssemos, ou melhor, se conseguíssemos colocar um filtro em algumas coisas do cotidiano. Pequenos cuidados como o de filtrar a convivência com pessoas negativas, pessimistas, egoístas e interesseiras. Pequenos vícios, como o meu, pelo café, ou despreocupações com a saúde, ou ainda com a sede de poder, de possuir exageradamente coisas materiais, ou seja, tudo isso deveria ser cuidadosamente filtrado em nossa vida.

Não sei se a auto-estima nasce com a gente, mas a boa educação e o ambiente saudável, certamente interferem para que a desenvolvamos, embora o mundo esteja cheio de exemplos de pessoas que superaram tudo e vivem suas vidas saudáveis e felizes. Estas são pessoas que se amam, que despertaram a consciência, que procuraram o crescimento, o estudo, a evolução espiritual e intelectual que as levaram a se desprenderem de interesses individuais e se entregarem aos outros. Pessoas que se amam gostam de ver os outros felizes. Diferentemente dos que amam de forma egoísta e buscam apenas atender suas necessidades na posse, no domínio e na manipulação.

Pra ser feliz é preciso amar e se amar. É preciso exercitar o amor, dedicando-se a um verdadeiro amor, seja pelos animais, plantas, livros, esportes ou qualquer outra atividade. Devemos nos ocupar em ter um amante, seja um amante-trabalho, um amante-namorado, marido, mulher, um carro ou, seja qual ou o que for, o importante é dar e receber amor para seremos felizes. Assim, a própria rejeição será retida no filtro da auto-estima, sendo liberado somente o apreço que devemos ter de nos mesmos. Sem falsa percepção e autovalorização, seja ela positiva ou negativa a auto-estima será saudável e construtiva e não narcisista e destrutiva.

A auto-estima é um sentimento prazeroso de afeto ou de desagradável repulsa, que acompanha a valorização global que fazemos de nós mesmos. Esta valorização é fortemente influenciada pelo que deixamos passar por nossos filtros, embora às vezes possamos atribuir maior valor a alguns aspectos ou ainda termos percepções distorcidas, todavia, a utilização de filtros nos ajuda a evitar contaminações. È claro que podemos incluir uma enorme variedade de fatores como a aparência física, traços de caráter, capacidade intelectual, conquistas que apreciamos ou a própria alegria de viver que interfere na auto-estima.

Entretanto, se desenvolvermos a habilidade de selecionar o que contribui para o nosso desenvolvimento a tarefa será mais fácil e ampliaremos a capacidade de amar, perdoar e sermos amados. Isto nos tornará cada vez mais conscientes e conseqüentemente capazes de nos valorizarmos na medida exata. Com a auto-estima equilibrada a vida fica mais transparente e digna fazendo-nos acreditar no próprio potencial, sem nada a esconder ou temer, validando-nos para a vida como seres humanos em constante aprendizado, evoluindo rumo a um mundo mais leve e iluminado. Pense nisso.

http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdeamor/958141

 

criado por Jair Antonio Pauletto    23:27 — Arquivado em: Crônicas

22.4.08

Percepções

Percepções

Decepções e imprevistos são muito comuns na vida de todos e por mais equilibrados e otimistas que possamos ser são acontecimentos que sempre causam aborrecimentos. Embora possam ser controlados ou minimizados através da disciplina mental e atitudes positivas, muitas vezes acabam nos causando sérios problemas. Acredito que não deva existir um superser humano que possa evitá-los, mas com certeza existem muitos que são incapazes de lidar com esse tipo de situação. Nos casos mais graves, a ajuda profissional é indispensável, já em outros, o apoio das pessoas mais próximas geralmente é suficiente para superá-los.

A capacidade de lidar com estas adversidades é que nos diferencia das demais pessoas e nos eleva como espécie, como seres racionais e conseqüentemente inteligentes. Obviamente que saber lidar com esses aborrecimentos não é somente uma questão de inteligência, tem muitas outras questões que até os mais avançados estudos na área da psicologia e outras ciências admitem desconhecer.Definitivamente não somos perfeitos e iguais, ou seja, é natural que tenhamos reações diferentes diante de situações aparentemente similares.

Tenho me esforçado para entender porque pessoas, consideradas saudáveis, diante de uma situação, por algum motivo ou algo que tenha corrido de forma inesperada e adversa ao desejado, simplesmente perdem o limite. Perder a serenidade é compreensível, mas ter um verdadeiro “desarranjo mental” é muito mais sério. É claro que isso às vezes pode ocorrer, mas repetir-se com freqüência diante do mesmo tipo de infortúnio merece uma maior investigação, pois não é uma atitude de uma pessoa equilibrada e saudável.

O que é ser saudável é discutível. A sabedoria popular, já diz que “de perto ninguém é normal”, mas esta não é uma análise profissional, quero apenas alertar para a necessidade de nos auto-avaliarmos quando estivermos diante desses aborrecimentos do cotidiano. E é justamente nesta hora que precisamos nos socorrer da inteligência, sejam elas; racional, emocional, psicológica, quântica ou tantas outras que possuirmos, pois em última análise, trata-se do poder que temos e de utilizá-las para não fazer o que não devemos e não queremos fazer. Se não temos esse controle ou essa capacidade, só nos resta admitir que precisamos desenvolvê-la e trabalhar para isso.

No entanto, temos também a liberdade de optar por permanecer assim e sistematicamente passar pela mesma situação várias vezes ou atribuir a responsabilidade a algo ou alguém. O responsabilizar o outro nestes casos ocorre sem que a pessoa perceba, pois sua mente encontrará sempre razões para justificar-se, impedindo que a auto-análise ocorra.

O maior empecilho para se fazer à auto-análise vive camuflado dentro de nós e tenta nos impedir de todas as formas que reconheçamos as nossas falhas. Admitir e assumir a responsabilidade de melhorar-se é para poucos e certamente é do livre arbítrio de cada um. Assim, não temos que tolerar os destemperos típicos destas pessoas. São pessoas que devem ser auxiliadas a perceberem suas necessidades ou orientadas a procurarem ajuda adequada. Isso é uma tarefa que devemos fazer, mas não mais que algumas vezes, sob pena de cairmos no mesmo mecanismo e perdermos o próprio equilíbrio.

Ajudar e orientar essas pessoas é tão importante quanto a nossa responsabilidade de não nos deixarmos envolver ou sermos responsabilizados pelos seus problemas. Parece simples deixar que cada um resolva seus problemas. Ocorre que algumas pessoas têm a capacidade de transferir seus problemas de forma tão sutil, que quando percebemos já estamos envolvidos e até nos sentimos culpados. Não se trata de sermos indiferentes ou deixar de ter compaixão, mas de não se deixar contaminar por problemas que não são nossos e ao mesmo tempo propiciar-lhes a oportunidade de perceberem seus problemas.

O ser humano vem a passos largos no sentido de compreender a sua responsabilidade individual na caminhada evolutiva, sem, contudo ser um individualista indiferente ao social, portanto, ajude, faça caridade e distribua amor, assim estarás fazendo a tua parte, mas lembre-se que cada um tem seu caminho a fazer. Pense nisso.

http://jairpauletto.blog.terra.com.br/a_virtude

criado por Jair Antonio Pauletto    10:07 — Arquivado em: Crônicas

16.4.08

Um café no outono

Um café no outono

Na semana passada, através das temperaturas amenas, o outono finalmente mostrou sua cara. Um clima tipicamente apropriado e, sem dúvida, para não recusar um convite para um cafezinho, principalmente vindo de um amigo de tempos. É claro que qualquer hora é boa para um café, mas sem dúvida é especial e mais gostoso num dia mais friozinho.

Jorge, meu amigo, adora conversar e é muito dedicado a ampliar sua espiritualidade, principalmente na busca do desenvolvimento pessoal e, como eu também gosto muito deste assunto, um cafezinho significaria algumas horas de “profunda conversa”. Entretanto, neste dia ele não estava nem um pouco disposto para falar sobre qualquer assunto que fosse. Perguntei o motivo pelo qual estava “aborrecido” por várias vezes, mas ele limitava-se em dizer que apenas estava cansado, porém, demonstrava claramente uma acentuada apatia no olhar. Jorge é aquele tipo de pessoa que parece sempre estar de bem com a vida, mas agora todo o seu esforço era insuficiente para não deixar transparecer que havia algo que o incomodava muito. Podia perceber que tinha algo a mais por traz daquela tristeza toda, assim como o repentino e insistente convite que não surgira somente pela velha amizade.

Quando já estava convencido de que não havia conseguido criar as condições para que Jorge se sentisse confiante em expor o problema, ele subitamente começou a falar: Queixava-se de situações que vinha passando desde a última semana, ou como ele mesmo literalmente expressou; por provações que quase o fizeram desistir da sua jornada. Foi isso que me deixou muito surpreso, ainda mais vindo dele. Sempre considerei Jorge uma das pessoas mais sensatas e equilibradas que conhecia. Para simplificar, basta dizer que o drama de todo aquele abatimento girava em torno da busca da felicidade, o tal labirinto que envolve todo esse caminho.

A semana passou voando como são todos os dias atuais, nos quais o mundo parece girar mais acelerado, como se os dias tivessem menos horas. Freqüentemente lembrava do difícil momento que Jorge estava vivendo. Isto aguçava minha percepção do cotidiano e inúmeros questionamentos surgiam, enfim, qualquer situação me remetia ao drama desse meu amigo.

Uma certa manhã, após ter rodado duas vezes a mesma quadra com a pretensão em conseguir uma vaga para estacionar o carro. Apressado, procurava uma moedinha para colocar no paquímetro, quando de repente deparei-me com um sujeito que, excluindo a má aparência, beirava por volta dos quarenta anos. Apesar da confusa identificação, percebi que trazia em seu rosto um sorriso largo que espalhava alegria, alegria do prazer da felicidade.

Depois de um olhar mais aprofundado, vi que se tratava de mais um morador de rua e que todos seus pertences cabiam num pequeno saco, o qual, carregava na mão direita. Imediatamente parei de procurar a moeda e me detive a avaliar aquela cena e pensei; será que estou diante de uma pessoa feliz? Pois, aquele sorriso me fazia acreditar que sim. Uma forte possibilidade logo se evidenciou ao perceber que aquele sorriso carregava restos de pão entre os dentes que ainda lhe restavam.

Sua expressão ficou como uma incógnita para mim.Teria ele saciado a fome que provavelmente o incomodava há dias, através de um pão velho que alguma alma caridosa, ou cheia de remorsos, ou ainda vaidosa lhe oferecera? Seja como for e, se o meu raciocínio estava correto, então estava diante de uma prova que a felicidade está facilmente ao alcance de todos, pois aquela pessoa exibia claros sinais de felicidade. Reconheço que a situação é muito mais complexa que atribuir a felicidade ao fato de satisfazer a uma necessidade básica, como matar a fome. Mas, de certa forma o princípio estava claro, o desejo estava satisfeito, ou seja, o desejo de comer havia sido atendido.

Diante disso, me veio à velha pergunta que nunca quer calar: A felicidade estaria na satisfação do nosso desejo? Se for esse o segredo, então quanto mais desejos, mais tenho de “trabalhar” para me sentir satisfeito? Parecia-me contraditório esse raciocínio, pois se fosse assim então quanto mais eu desejasse, mais me afastaria da própria felicidade? Sinceramente não sei dizer, afinal, o desejo foi nos dado por Deus? Mas no próximo café com o Jorge, certamente esse assunto será motivo de uma longa conversa.

Enquanto ele e muitos outros recorrem aos medicamentos e a terapia para ajudá-los a superar essas fases, fico pensando no esforço que tenho dedicado no decorrer dos longos anos ao estudo e aperfeiçoamento intelectual e espiritual, como uma ferramenta para viver dias mais felizes e, pensar que aquele sujeito só precisava de um pedaço de pão. Já disse em várias outras oportunidades e nessa, volto a dizer que a felicidade não precisa de motivos e sim, apenas a infelicidade. Pois para a mente, o simples fato de estarmos felizes é motivo para desviar-nos da felicidade, basta ser pessimista. A mente de um pessimista sempre encontra inúmeros argumentos para justificar seus motivos para ser infeliz e, se lhe dermos atenção, não encontraremos razões para sermos felizes.

Portanto, nada melhor que viver intensamente cada momento da vida. Até mesmo num simples cafezinho podemos nos encontrar com a felicidade, mas para isso, primeiramente é preciso permitir-se senti-la, invés de apenas se preocupar em procurá-la. Afinal, estamos no outono e temos tantas delicias e sabores para experimentar. Pense nisso.

criado por Jair Antonio Pauletto    13:10 — Arquivado em: Crônicas

6.4.08

É preciso voltar a confiar.

 

É preciso voltar a confiar.

Uma câmera de segurança, de um edifício em Brasília, flagrou uma mãe abandonando o filho recém nascido, o que facilitou que se chegasse rapidamente a identificação. Isso me remeteu a uma reflexão que vai um pouco além disto e do grande Big Brother que vivemos atualmente, pois praticamente em todos os lugares somos vigiados por olhos eletrônicos. A principio, trata-se de uma questão de segurança, pois todos sabemos que nestes tempos “bicudos” que vivemos, estamos cada vez mais expostos. Sabemos também das graves falhas da estrutura social que fazem com que a criminalidade e a bandidagem aumentem a cada dia.

Deste modo, praticamente em qualquer lugar, mas especialmente em locais de grande fluxo de pessoas, passamos a nos sentir cada vez mais inseguros e temerosos de furtos, assaltos e outras maldades. A preocupação com a segurança é tanta, que passamos a suspeitar de “todos” por qualquer coisa, tornando-se uma desconfiança generalizada. Esta é uma situação que, se não é fundamental, certamente é relevante.

Criamos, talvez involuntariamente uma cultura de falta de confiança em tudo e em todos que nos cercam. Não confiamos mais nos governos, nas instituições, nas pessoas e até mesmo nos próprios projetos e metas, uma vez que deixamos de acreditar em nós mesmos. Confiar nas pessoas é confiar em nós mesmos, pois é a chave para o sucesso e a prosperidade diante de tantas incertezas e ameaças.

Nascemos confiantes, pelo menos é isso que alguns dizem, pois saímos do conforto do ventre materno, dispostos a encarar o mundo aqui fora. Confiamos de que seremos bem cuidados e alimentados, certeza que acaba se confirmando ao recebermos os cuidados maternos – exceto casos como dessa mãe de Brasília. Porém, com o tempo às coisas nem sempre acabam ocorrendo da forma que planejamos e aos poucos a perdemos.

Muitas vezes, adotamos atitudes e soluções, copiadas de quem admiramos para superar obstáculos, alcançar posições, ou coisas na tentativa de conquistar o que outros conquistaram. Procuramos desenvolver os mesmos talentos que alavancaram os que chegaram lá. Tentamos imitar e seguir os passos que os levaram na posição que também almejamos. Esse processo pode ter seu valor, pois é sempre saudável seguir bons exemplos, mas contém a perigosa armadilha de esquecermos de aperfeiçoar os próprios.

Quando o sucesso não vem, encontramos repostas nas velhas crenças que ouvimos e adquirimos no decorrer da vida. “O sucesso é para poucos”, “todos só querem puxar o meu tapete”, “não tenho sorte” e muitas outras crenças que acabamos adotando. A falta de confiança e a identificação com determinados modelos impedem que alcancemos os resultados desejados e acabam por confirmar essas crenças negativas, reforçando ainda mais a falta de confiança.

Seja pela insegurança social, pela adoção de crenças e comportamentos inadequados, cada dia se torna mais difícil manter um relacionamento baseado na confiança. As mudanças em todas as áreas são cada vez mais rápidas, trazendo mais insegurança e incertezas quanto ao amanha, fazendo com que adotemos atitudes defensivas, pois tememos em sermos prejudicados.Tudo parece uma grande ameaça a nossa estabilidade e assim fazemos da desconfiança uma barreira de proteção contra os perigos externos.

Ao agirmos assim, nos fechamos cada vez mais e passamos a nos aprisionar em nós mesmos, deixando de experimentar e viver as coisas lá fora. E, uma vez fechados, perdemos a autoconfiança e nos afastamos da realização, dando as costas para a felicidade. Essa atitude é mais que contraditória, pois enquanto utilizamos a desconfiança para não sermos passados para trás e para nos protegermos, não conseguimos ir adiante.

A desconfiança nos mantém nos limites do conhecido, nos aconselha a evitar qualquer risco, nos fecha para as oportunidades e por fim, nos afasta de todos. O mundo atual, com a individualidade respeitada e valorizada, exige coragem para arriscar mais do que requer a prudência para o desconhecido, mas impõem a necessidade de nos integrarmos com as pessoas. As oportunidades de qualquer natureza, em especial os profissionais e pessoais, exigem flexibilidade e bom relacionamento, antes mesmo de iniciativa, capacidade empreendedora e outras tantas aptidões sempre tão valorizadas e desejadas. Essas características são encontradas em pessoas com confiança, jamais em desconfiadas.

Arriscar-se a confiar nas pessoas é dar-se uma oportunidade de viver, de quebrar o círculo da descrença, pois, enquanto acharmos que ninguém merece confiança, seremos como o cão que corre atrás do próprio rabo e não chega a lugar nenhum, ou seja, se não confiarmos em ninguém, ninguém confiará em nós.

Motivos para desconfiança nos são oferecidos diariamente, no entanto, temos que adotar atitudes que oportunizem a confiança. Afinal, é ela a engrenagem que torna possível o bom relacionamento, o funcionamento das instituições ou o sucesso das empresas. É preciso resgatar a autoconfiança e parar de projetar a desconfiança nos outros e na vida, ou estaremos nos sentenciado a própria infelicidade. Pense nisso.

 

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criado por Jair Antonio Pauletto    19:15 — Arquivado em: Artigos

2.4.08

Amor Diamante

Amor Diamante

Devagar incendiou meu coração
E fez brotar um grande vulcão.
Com o corpo tomado por lava
Deu-se a fusão, num imenso calor…
Unindo-nos em um só coração
Transformando a frágil paixão
Em grande e sólido amor.
E, residindo na pequena habitação
O lobo do ciúme começou a soprar
Fazendo o telhado soltar e voar
Mas o nosso amor prevaleceu
E com o passar frutificou,
Ganhando estabilidade e solidez.
O lodo novamente soprou, soprou,
E soprou, mas desta vez, nem sacudiu.
O tempo correu e a felicidade aumentou.
Agora, não há fôlego que possa soprar
Esta sólida construção,
Que erguemos em nosso coração
Fruto de uma paixão fogo de palha,
Que morou numa casa de palha
Como no conto de fadas.
Mas que se transformou no maior
Amor que já se presenciou.
E das pequenas partículas de carvão
Deixadas pelo fogo que nos incendiou
Surgiu um sólido, transparente
E brilhante diamante.
O diamante de nosso amor.

- Pauletto J A -

http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdeamor/926238

criado por Jair Antonio Pauletto    16:11 — Arquivado em: Miscelâneas

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