Caminhos

“A tarefa não é tanto ver aquilo que ninguém viu, mas pensar o que ninguém ainda pensou sobre aquilo que todo mundo vê.” Arthur Schopenhauer. Revisão Textual de Rosi Gotz.

25.10.08

Faça Acontecer.

 

Faça Acontecer.

Esta semana reencontrei um velho amigo. Uma daquelas pessoas maravilhosas que são incapazes de prejudicar alguém e que são admiradas por todos, pela generosidade e simpatia. Após trocarmos rapidamente um afetuoso abraço e os tradicionais comprimentos, ele imediatamente disse que precisava de um daqueles meus “empurrões”. Logo entendei que ele estava se referindo a algumas palavras de motivação, pois era um sujeito que se entregava facilmente diante de uma adversidade um pouco mais dura.

Sempre foi assim, desde o tempo de colegial, no entanto, seus momentos de depressão eram facilmente superados diante de um pequeno incentivo. Para toda e qualquer dificuldade que aparecia, ele pedia ajuda, pois precisava que alguém o lembrasse que era capaz de superá-la, era a voz da outra pessoa que o fazia enfrentar e superar a situação. Faltava-lhe atitude, uma vez que possuía conhecimento e capacidades evidentes para enfrentar as adversidades que o abatiam.

Pessoas como este meu amigo são muito comuns em nosso meio que, além de possuírem um conhecimento mental, verbal, condições físicas e força interior suficientes para superar naturalmente os problemas que surgem em sua jornada. Não conseguem fazer a junção entre o mental, à opinião, a conduta e a ação. No entanto, apenas uma palavra de incentivo é suficiente para que decidam e enfrentem a questão com força e coragem, resultando em vitória e superação.

Atitude, do latim aptitudinem, do italiano attitudine - significa uma maneira organizada e coerente de pensar, sentir e reagir em relação a grupos, questões, outros seres humanos, ou, mais especificamente, a acontecimentos ocorridos em nosso meio circundante. Pode-se dizer também que é a “predisposição a reagir a um estímulo de maneira positiva ou negativa”. Portanto, ela é fundamental e precisa ser desenvolvida, aperfeiçoada cada vez mais, por fazer a diferença diante da vida e ser determinante para o sucesso ou fracasso.

Companheira da vontade, viabilizadora da inteligência, que pavimenta nossos caminhos, que nos levam ao aprendizado. A atitude faz a diferença na vida das pessoas e é perfeitamente visível diante de algum problema. Como já dizia o filósofo e psicólogo norte americano William James: “A maior descoberta da minha geração é que qualquer ser humano pode mudar de vida, mudando de atitude”. A forma como encaramos o problema, isto é, a atitude que tomamos diante dele é o que vai determinar o resultado final.

Quando nos propomos a estabelecer uma meta estamos adotando uma atitude empreendedora, que tem como princípio nossa capacidade de iniciativa. Seja o que for que nos propusermos a conquistar o fazemos por sentirmos necessidade e, ao assumirmos este propósito, esta meta, estamos tomando uma atitude, ainda que mental, mas é o primeiro passo para alcançá-la.

Porém, a atitude mental requer confiança e perseverança, já que o tempo sempre traz um inimigo sorrateiro, chamado hesitação. Combater este grande vilão é fundamental para alcançar o objetivo, pois sem ação é impossível concretizar um projeto. Idéias sem ação é só filosofia, teoria, conjetura, que por si só não consegue levar a uma realização.

Tomar uma atitude pode significar correr mais riscos, experimentar mais insucessos, mas jamais ficaremos no “se”, na dúvida do que poderia ter sido ou fadados à síndrome do “quase”. A atitude nos faz crescer como seres capazes de fazer escolhas, possuidores de livre arbítrio e conseqüentemente responsáveis por nossos atos. É preciso coragem para tomar uma atitude responsável, porque sem ela acabamos não tomando atitude alguma ou optando pelo medo. É fundamental ter coragem para refletir e se conscientizar de que somos fruto de nossas escolhas. Coragem para ter o coração e a mente aberta para internalizar o autoconhecimento adquirido e especialmente para agir e mudar se preciso for.

A atitude deve ocorrer de dentro para fora, não é somente ação, nem algo inteiramente interno. Tem que ser fruto do sentimento oriundo da ligação do interno com o externo, da própria conscientização. Quando conseguimos sentir isto, estaremos prontos para assumirmos uma atitude de mudança. É importante lembrar que a “vida” acontece aqui e agora, é preciso ser o agente da própria história. Devemos assumir o que somos e aceitar as responsabilidades por nossas escolhas, sem medo da crítica ou de julgamentos, então descobriremos a alegria e a leveza da atitude consciente. Se pudermos sentir a satisfação advinda de uma atitude amadurecida, responsável, não hesitaremos em adotá-la. Uma atitude responsável é aquela que nos leva à vitória. Através dela exercitamos o poder sobre as nossas vidas e descobriremos que cabe a cada um de nós o privilégio de lutar e alcançar os próprios objetivos.

Se suas metas para este ano parecem distantes e inalcançáveis, procure sentir aquela energia positiva que te acompanhou no momento que foram estabelecidas, e então tome uma atitude positiva e vá em frente. Vá além do que imaginou inicialmente, além do que os outros já foram. Faça dos seus pensamentos a sua própria realidade. Acredite que é possível, experimente e faça acontecer. Pense nisso! Boa Semana

criado por Jair Antonio Pauletto    16:08 — Arquivado em: Crônicas

Ampliando a auto-estima

Ampliando a auto-estima

Quanto mais procuro respostas para as questões do crescimento psicológico e desenvolvimento da espiritualidade, mais evidente fica o abismo entre eles. Um abismo intransponível talvez, pois existem várias razões para essa separação, sendo que uma delas está na própria história da psicologia científica, que segue o caminho aberto pelas ciências da natureza, e como tais procuram a precisão da matemática. Um caminho totalmente oposto ao da espiritualidade e até conflitante com os dogmas de algumas instituições religiosas. Meu interesse pela psicologia está relacionado ao estudo da alma, como indica sua etimologia: Psyche, “alma”, e logos “ciência” e, apesar de possuir apenas alguns conhecimentos que mal ultrapassam o que poderíamos chamar de psicologia popular, é uma ciência que me fascina.

Atualmente, assistimos a uma avalanche de livros com diferentes abordagens para todos os males da sociedade, que misturam sínteses de estudos científicos com correntes do pensamento espiritual. Contudo, o que mais tem me chamado à atenção é o destaque que vem sendo dado à auto-estima, empregada nas mais variadas esferas, como a espiritualidade, educação, trabalho e delinqüência, em termos tão surpreendentes que muitas vezes parecem opostos.

Nas muitas abordagens apresentadas como salvadoras nos livros de auto-ajuda esquecem de relacionar à auto-estima a alma ou o “self” como os estudiosos preferem chamá-la, tem papel fundamental na formação humana, pois é a presença do Divino em cada pessoa.

A auto-estima é importante para a construção da personalidade e é determinante no que queremos ser ou fazer na vida. Ter a auto-estima equilibrada é fundamental para conquistar o espaço necessário para o crescimento humano. Ela é feita de amor próprio e de autoconfiança, exige muitos esforços, combinados com inteligência e vontade, uma vez que inteligência e vontade separadas não levam a lugar algum.

Essa crescente procura pelo crescimento espiritual encontra no “self” a estrutura necessária ao seu desenvolvimento, tornando esta busca uma clara evidência da ligação da espiritualidade a psicologia, apesar de ainda existir a forte concepção de ver o ser humano como um corpo ligado a uma substância pensante. Mas a inovação e a curiosidade científica vem sendo influenciada por este entusiasmo popular pela espiritualidade, e estudos ligados a este tema, são cada vez mais numerosos nos congressos científicos.

A conquista da auto-estima e da estima do “self” requer o esforço de desenvolver o amor próprio e adquirir autoconfiança, além de amar incondicionalmente e se deixar guiar no comprimento da própria missão. Para tanto, é necessário o exercício da passividade ativa, isto é, do esperar acreditando, confiando, mas sem deixar de fazer. É ter fé, acreditar no invisível e agir, confiando que o melhor pode ser alcançado.

Nossa auto-estima atual foi construída através da percepção que temos de nós mesmos. Eventuais interferências, julgamentos ou valores dos outros não podem superar a autopercepção, uma vez que a descoberta das próprias qualidades e fraquezas, através da reflexão, são determinantes para a auto-estima. Neste sentido, a auto-estima pode ser construída, tendo por base o valor da pessoa, ou seja, do valor infinito de ser único. A outra forma, é enfatizar as aptidões da pessoa humana.

A primeira parte do reconhecimento de que a pessoa é única da aceitação de todos os seus traços pessoais, emoções, qualidades, erros, necessidade… A outra, surge do reconhecimento das próprias aptidões, isto é, da disposição de confiar em ser capaz de corresponder aos desafios da vida e se considerar digno de ser feliz. No entanto, este não é um dilema, pois é perfeitamente conciliável amar a si mesmo e ser valorizado pelo rendimento e aptidões que se possui. É a autopercepção que torna a pessoa consciente dos diversos aspectos da sua personalidade.

Entretanto, cada um de nós percebe de diferentes formas os próprios traços físicos e psicológicos, qualidades morais, capacidades e limites, forças e fraquezas, entre tantos aspectos da personalidade, assim vamos construindo a nossa própria auto-estima. É inegável que a questão da auto-estima é fundamental para o desenvolvimento humano, porém, deve ser equilibrada. Se estiver ausente, anula a personalidade e conduz a infelicidade, mas presente em excesso, destrói qualquer personalidade. Quem nunca encontrou aquelas tristes personalidades “que se acham?” Que parecem ter perdido a consciência do que é ter bom senso e humildade.

E, é neste dilúvio de teorias para a felicidade a auto-estima é apresentada como fundamental, no entanto, embora importante, é apenas uma pequena parte do autoconhecimento necessário. Esta é mais uma abordagem relacionada a aspectos comportamentais, com posicionamentos até provocativos, que faço, visando à reflexão e o despertar da consciência para estas questões. Além disso, vejo no autoconhecimento a melhor forma de alcançarmos o crescimento pessoal, sempre de forma equilibrada, da mesma forma que um maratonista procura dosar suas energias para que possa chegar ao fim de sua jornada. Pense nisso.

criado por Jair Antonio Pauletto    16:04 — Arquivado em: Crônicas

Desafios.

Desafios.

Diariamente novos desafios se apresentam em nossas vidas, seja pelas circunstâncias que a própria vida nos reserva, ou então pela auto-imposição que pode ser consciente ou inconsciente. Pequenos ou grandes, sempre temos que enfrentá-los. O tamanho depende do olhar de cada um, mas especialmente do comportamento e da atitude que temos diante deles. Desafios que exigem força física, por exemplo, podem ser uma tarefa fácil para um jovem e saudável atleta, mas um obstáculo intransponível para alguém limitado fisicamente. Além da limitação física, são comuns os que envolvem idade, sexo, cor, religião, entre tantas outras questões. Na verdade são fases da vida de cada um de nós, que jamais devemos esquecer.

Desafios nos servem para ampliarmos nossa visão de mundo e para que não sejamos insensíveis, frios e desinteressados. Servem também para lembrar-nos que devemos valorizar a nossa condição humana, em aceitar que temos direito de errar, aprender e superar-nos para não deixar que a luta diária se torne uma prisão em nossas vidas.

Mas para isso, é preciso resgatar os verdadeiros valores, como a família. Aprender que dinheiro e bens materiais são apenas instrumentos para o conforto e não podem ser tudo na vida. Dedicar mais tempo aos filhos, amigos, pais e avós, é resgatar um pouco dos valores que crescem do seio familiar e na verdadeira amizade, uma vez que a verdadeira amizade não morre nunca, não exige compromissos, nem laços sanguíneos e nem pode ser comprada. Ela surge espontaneamente, sem pedir ou exigir nada.

Os desafios fazem parte do aprendizado. São necessários para os primeiros passos rumo à evolução e fundamentais para recuperar a confiança nas pessoas, acreditar na palavra empenhada, cultivar e propagar a honestidade. Também são ótimas oportunidades para exigir o que é justo e fazer valer os nossos direitos respeitando os dos outros.

Vivemos num tempo que a fé tem um papel importante para que acreditemos num mundo melhor para as novas gerações. Mas não basta só falar, é preciso acreditar e assumir um compromisso pessoal que nos faça agir. É hora de nos comprometermos e assumirmos o papel de agentes da mudança e espalhar na sociedade esperança, como se fosse um vírus que aos poucos vai contaminando todos ao seu redor. E assim, tornar possível essa mudança, capaz de transformar o mundo num lugar melhor para os filhos dos nossos netos.

Para quem estiver pensando que estou falando de uma ilusão, quero lembrar, sem comparação, é claro, que “há pouco”, mais de dois mil anos, um só homem aceitou a missão de transformar este mundo. Ele não quis saber dos obstáculos, simplesmente foi lá e cumpriu, pois estava comprometido com a tarefa. A palavra é comprometimento e uma vez comprometido, tudo ganha uma nova dimensão. Sei que os tempos são outros, mas pensem que Aquele Homem conquistou a amizade de mais doze e juntos conseguiram transformar o mundo.

Ele liderou uma grande mudança que levou as pessoas a creditarem que podiam ser melhores, que podiam amar e serem amadas. Existem os que não acreditam, respeito isso, mas é inegável que Jesus é um homem admirável, pois conseguiu mudar o mundo. Ele estava comprometido, acreditava que era possível e, por isso, conseguia fazer com que as pessoas acreditassem num mundo melhor, mostrando-lhes que podiam sonhar, ter esperança e transformar suas vidas.

No entanto, para aqueles que continuam descrentes que uma mudança é possível, essa pode parecer uma comparação injusta, afinal, esse foi um homem raro, então dêem uma olhadinha na história e verão quantos homens comuns foram capazes de feitos extraordinários e perceba que há algo em comum neles, ou seja, acreditavam que era possível.

Existirão dias em que vamos escorregar, cair, mas devemos lembrar que cada um de nós tem uma fonte inesgotável de poder e de superação dentro de nós, é só acreditar. Não importa o número de quedas, o importante é quantas vezes nos levantamos e sempre nos levantaremos, se quisermos é claro!

Os desafios proporcionam preciosas oportunidades para crescermos, para forjar-nos homens melhores. Superá-los é uma questão pessoal que exige-nos acreditar nas próprias forças, nas potencialidades que possuímos e, sobretudo na vontade que tivermos de fazer uso destas capacidades que são intrínsecas ao ser humano. Acreditar que um mundo melhor é possível, talvez possa parecer sonho, mas é mais que sonho é um desafio que devemos enfrentar. É a oportunidade que se apresenta para nosso próprio crescimento e de toda a humanidade. O tempo é curto e devemos começar imediatamente. Pense nisso. Boa semana.

criado por Jair Antonio Pauletto    16:00 — Arquivado em: Crônicas

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