Caminhos

“A tarefa não é tanto ver aquilo que ninguém viu, mas pensar o que ninguém ainda pensou sobre aquilo que todo mundo vê.” Arthur Schopenhauer. Revisão Textual de Rosi Gotz.

17.2.09

Lutar sem Esmorecer.

Lutar sem Esmorecer.

Entre as características mais importantes para se conquistar um objetivo qualquer, está à persistência, a disciplina e a fé, porém, o trabalho ainda é o primeiro a ser valorizado.Lembro que quando meu avô aprovou o namoro da filha, com aquele que viria a ser meu tio, baseado no fato de que o então namorado era um sujeito trabalhador. Um argumento ainda válido, porém, sem a persistência e um objetivo claro, podemos trabalhar muito uma vida toda, e não chegar a lugar algum. Conheço uma meia dúzia desses trabalhadores, no entanto, pouco ou quase nada progridem, obviamente que a baixa remuneração é um problema, mas nestes casos a falta de rumo, disciplina e persistência são os principais fatores para que alcancem resultados melhores. Todos têm em comum essa inconstância, vivem mudando de emprego, os objetivos de vida e as metas a alcançar, isto é, vivem pulando de galho em galho sem saber para onde ir.
Pra se chegar a algum lugar é preciso saber qual direção tomar, avaliar qual o melhor caminho e persistir na caminhada até chegar lá. Por exemplo, quando queremos nos dirigir para outra cidade, avaliamos qual o melhor caminho, iniciamos a caminhada e em breve estaremos lá. Outra característica necessária para alcançar o destino é persistir no caminho, mesmo que lá adiante se apresentem algumas ameaças, pois se esmorecermos e pararmos na beira da estrada, nunca chegaremos a lugar algum.
Quando os problemas se apresentam, a primeira coisa que pensamos em fazer e desviá-los, mudar de curso ou mesmo ficar parado sem fazer nada, na esperança que desapareçam. Essa ilusão, no entanto, não é uma atitude adequada se quisermos progredir, em qualquer área da vida. É preciso manter-se no objetivo, seguir o rumo traçado, tentar superar os problemas e seguir, caso contrário será mero desperdício de tempo e energia. O medo de seguir e enfrentar as adversidades faz o desejo enfraquecer. Sem desejo não se anda, então a única solução que se vislumbra é voltar ou ainda seguir para o lado oposto aos atuais obstáculos.
            Assim, a tentação de mudar o sentido da caminhada se agiganta, pois acreditamos encontrar em outro local a mesma satisfação que nos fez iniciar a caminhada sem passar por obstáculos. Mudando de direção, de objetivo, toda aquela caminhada inicial torna-se em vão e, na ilusão de encontrar um caminho livre de obstáculos reiniciarmos a caminhada para um novo rumo geralmente oposto ao primeiro, pois acreditamos que neste caminho não haverá tantas dificuldades. Neste caso, todo o trabalho, o esforço desprendido na ida e na volta não nos trouxe nenhum resultado concreto. Obviamente que ajustes de rota devem ser feitos sempre que necessário e que eventuais erros fazem parte do aprendizado, porém, para aprender com o erro é preciso saber identificá-lo. O importante é perceber que este tipo de atitude não traz resultado, só nos coloca em uma trilha circular, que de tempos em tempos, nos deixará sempre no ponto de origem.
É como iniciar um projeto de doze meses em janeiro e abandoná-lo em junho, para recomeçá-lo no ano novo, só por não gostar do mês de julho. E por falar em meses, hoje conclui que não gosto do mês de fevereiro. Talvez seja por que este mês marca a passagem do período de férias e o inicio das atividades rotineiras. Fevereiro é um mês de transição e indefinição, especialmente para o trabalho, uma vez que quem não sai em férias tem que trabalhar dobrado, para suprir a ausência do colega que está em férias. Ficar trabalhando no mês de fevereiro é frustrante, pois a dinâmica de trabalho é arrastada, bem como todos os contatos e parceiros parecem desaparecer tornando infrutífero todo e qualquer esforço. Para quem esta voltando das férias é ainda mais triste, já que a readaptação a rotina é uma verdadeira tortura. É incrível como alguns dias de férias nos acostumam a “vida mansa”.
Particularmente levo uma semana para retomar o ritmo de trabalho e mais duas, para me acalmar da irritação ao ver o resultado das fotos mal batidas e os excessos cometidos no cartão de crédito. Fevereiro, ainda tem o carnaval e os preparativos para o inicio das aulas, tradicionais etapas de transição entre a leveza do verão e realidade do outono. Talvez o melhor de fevereiro seja realmente o reduzido número de dias. Este mês, porém, meu comportamento será diferente, pelo menos quanto às fotos, os gastos no cartão e talvez a adaptação à rotina. Para os demais meses, seguirei meus planos, traçados no reveillon; serei persistente; identificarei meus erros, e utilizarei a inteligente para não repeti-los, portanto, não pretendo percorrer caminhos circulares.
Não me considero apto a aconselhar ninguém, no entanto, quero sugerir que observes suas metas, seu nível de persistência e principalmente se tens identificado e aprendido com seus erros. E não venhas me dizer que não cometes erros, e que não tens o que identificar. Mas, se é este seu pensamento, posso assegurar-lhe que é bem aqui que deves começar. Boa semana.
 

criado por Jair Antonio Pauletto    17:44 — Arquivado em: Crônicas

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