Caminhos

“A tarefa não é tanto ver aquilo que ninguém viu, mas pensar o que ninguém ainda pensou sobre aquilo que todo mundo vê.” Arthur Schopenhauer. Revisão Textual de Rosi Gotz.

23.7.09

Presságios e Realidade.

 

Presságios e Realidade
 
Esta semana, uma pessoa me falou que eu estava ficando repetitivo; outra, que o assunto dos meus textos pareciam uma tentativa de “evangelização”, ou algo assim. Quase entrei em pânico, pois não tenho e nem quero interferir no livre arbítrio de ninguém. Mas, logo recuperei a serenidade e percebi que a minha insistência para que as pessoas busquem desenvolver seu lado interior, sua espiritualidade, estava sendo interpretada erroneamente. O que não quer dizer que achei isso bom, pelo contrario, isso significa que preciso ser mais objetivo, mais claro, quando abordo esse tipo de assunto. Então, não me resta alternativa, a não ser, tentar ser mais claro nas minhas colocações e procurar ser mais criativo e variar o tema das nossas conversas e, quem sabe, os amigos leitores também possam sugerir algum tema de interesse. Enfim, de alguma forma, vou procurar variar os assuntos que trago, a vocês, toda a semana.
Inicio esclarecendo que a minha insistência na busca interior e no desenvolvimento da espiritualidade é por acreditar que muitos não despertaram para o seu potencial pessoal. Desde que comecei a escrever neste jornal, o que muito me orgulha, não somente pela credibilidade, mas pela imensa e qualificada legião de leitores que possui, tenho falado da potencialidade humana e do poder que temos de transformar a própria vida e a dos que estão ao nosso redor. A insistente preocupação com o lado espiritual deve-se a minha firme convicção de que não podemos crescer como seres humanos, sem que juntos elevemos o nosso lado espiritual independente de religiões, credos. Acredito que esta é uma tarefa importante para qualquer pessoa que queira construir uma vida saudável e feliz.
Pode parecer estranho, mas como dizia o controverso filósofo indiano Osho, “a verdade é mais estranha que qualquer ficção”. Por isso, insisto em dizer que a nossa riqueza interior é tanta, que tudo o que conhecemos de nós mesmos é apenas uma pequena parte em relação a tudo o que desconhecemos, e apenas algumas gotas de água diante do imenso oceano que habita nosso ser. A espiritualidade ocupa um vasto território neste universo interior, mas não somente ela, embora todas as potencialidades humanas estejam ligadas a ela. Para descobrir esse potencial todo é preciso despertar para essa possibilidade, pois a consciência, uma vez expandida, não retrocede, pelo contrário, se multiplica e percebe o quanto ainda tem a aprender. As pessoas que nunca vão para seu interior, vivem uma vida acomodada que as impedem de perceber essa realidade. Mas isso também é uma certeza relativa, já que nunca sabemos o que podemos descobrir de nos mesmos, o que irá se abrir ao nos depararmos com determinados fatos ou percepções.
Espero ter deixado claro que não pretendo evangelizar ninguém, mas confesso que vai ser difícil deixar de abordar temas, como o da espiritualidade, sentimentos, relações e o desenvolvimento do potencial humano. Então, vou procurar ser mais criativo a partir deste momento, mas, como todos vocês já sabem, justamente quando se quer ser criativo, parece que a criatividade some, no entanto, vou, assim mesmo, trocar de assunto e falar de cinema, uma vez que, está previsto para Dezembro a estreia de um filme que fala da profecia Maia, do fim do mundo em 2012. Estou curioso para ver, afinal, desde que eu era criança já ouvi muitas teorias sobre o fim do mundo. Uma das mais fortes foi a de que o mundo iria acabar em no ano 2000. Cheguei a conhecer pessoas que juravam que isso ia acontecer, e depois queriam se esconder de vergonha. De qualquer maneira, dizem que agora é diferente e temos que respeitar a diversidade de pensamentos. Hoje, os tempos são outros, mas se o apocalipse realmente esta próximo, não parece uma má ideia assistirmos com antecedência o que poderá ou, se preferirem, irá acontecer em 2012. Não podemos descartar que é algo a se pensar, pois diante das loucuras que fazemos com o planeta e o descomprometimento com fatos verdadeiramente importantes para o futuro do planeta não existirá duvida se novas propostas não surgirem e não encontrarem receptividade na atual sociedade ou então, estaremos realmente nos dirigindo para o próprio extermínio. Para os que quiserem se aprofundar nessa profecia, a internet esta cheia de informações, mas antes de julgarem qualquer coisa, avaliem as várias interpretações, pois muitas profecias surgem para ajudar a humanidade a repensar seus atos e traçar novos rumos e espero que esta tenha esse propósito e não seja a descrição do fim do mundo. Às vezes, diante de determinados assuntos, o melhor a fazer é deixar que Deus nos ame e espalhe a alegria de sentir esse amor.
Aos “evangelizadores”, toda a minha admiração e compreensão quanto à importância deste trabalho, mas peço que respeitem e, sobretudo, permitam a livre escolha de cada um. Eu, porém, quando me tranquei no quarto, no momento que foram me buscar para ingressar no seminário, já havia percebido que não tinha condições para orientar ninguém, portanto, não pretendo influenciar ninguém nas suas escolhas, apenas proponho pontos de vista que considero importante. Tenho absoluta confiança que os caros eleitores saibam superar minhas limitações de comunicação e compreendam perfeitamente as minhas preocupações. Boa semana.
 

criado por Jair Antonio Pauletto    22:25 — Arquivado em: Sem categoria

20.7.09

Amigos do coração

Amigos do coração

            Hoje resolvi escrever o que normalmente não consigo escrever. Não, não é contraditório. Embora isso pareça um pouco estranho ao amigo, tenho dificuldade em me expressar, isso se torna ainda mais evidente quando é sobre o assunto que vou abordar. Não se trata de um texto sobre o nada, embora já tenha escrito um, cujo nome é repensado o nada .
            O que não sei escrever ou dizer com palavras, é o sentimento que brota quando encontramos ou pensamos em uma pessoa que “amamos”. Obviamente que não se trata de um sentimento qualquer ou do mesmo amor que nutrimos ou alimentamos diariamente em nossas necessidades amorosas, oriundas geralmente da família, namorada ou das pessoas que estão mais próximas. Falo de um amor no sentido mais amplo, porém com a mesma pureza e alegria. Aliás, não tenho bem certeza se é dessa forma que pode ser descrito.
            É um sentimento desperto muitas vezes por um simples e-mail, uma lembrança ou uma saudade de algo qualquer. Mas talvez nada desperte mais essa necessidade de poder escrever e obviamente sempre que possível, dizer o quanto queremos bem essa pessoa, que no dia do seu aniversário, na formatura ou de uma conquista qualquer.
            A intenção é procurar no melhor espaço do coração a flor mais perfumada e formosa e entregá-la com um carinhoso beijo. Mas, com quais palavras expressar tudo isso? É um momento em que a riqueza de palavras da nossa língua se torna insuficiente ou dificulta ainda mais, e, quando nos damos conta, o dia do aniversário está terminando, o relógio pressiona e, finalmente só nos resta dispararmos o tradicional feliz aniversário, saúde e paz…. Quando na verdade queríamos ter dito tudo o que não havíamos conseguido expressar e, ao mesmo tempo desejar-lhe muito, mas muito mais que essas palavras triviais. Manifestando um amor sincero e generoso. Expressando o desejo de afagar, de acariciar e imunizar-lhe qualquer dor, pois lhe queremos tão bem. Mas incrivelmente não fazemos isso.
            Outra situação bastante comum ocorre com os amigos virtuais. É assim que os chamamos, mas quem os têm, sabe que são bem reais, apenas não os conhecemos fisicamente. Prova disso é que sentimos saudades se em um pequeno espaço de tempo, por uma razão qualquer, perdemos o contato. Ficamos com a sensação de aperto no coração. Como se fosse um sinal para não esquecermos da importância que tem em nossa vida ou talvez para nos lembrar o quanto tememos em sermos esquecidos , bem como para o desejo de sermos amados
            Mas, apesar de não saber escrever sobre esse sentimento que qualifico de amor, pela sua origem e pureza, embora tenha tantos outros adjetivos ou sinônimos. Acredito que todos já tenham experimentado esse sentimento em algumas ocasiões. Essa minha limitação em descrevê-lo vai muito além, principalmente quando originado do coração, pois é indescritível até para o maior mago das palavras.
            Mas o mais importante é senti-lo em seu coração e principalmente manifestá-lo.
            Um abraço carinhoso.
 

criado por Jair Antonio Pauletto    20:21 — Arquivado em: Sem categoria

18.7.09

A evolução do corpo e da alma.

Um dos grandes avanços da humanidade foi ter descoberto a agricultura e assim ter se fixado a um determinado lugar e minimizado aos riscos de sobrevivência. Outro foi à revolução industrial, muito discutível pelos efeitos causados ao meio ambiente, porém um avanço significativo para a economia. A forma de implementar esse processo não foi adequada, pois o homem com sua ganância e avareza não mediu conseqüências, atropelando princípios fundamentais, desconsiderando a igualdade de acesso aos bens de capital e a justa remuneração do trabalho para de forma, egoísta, acumular riqueza. Contudo, sem a industrialização, nosso processo evolutivo seria muito mais lento. Imaginem que a escrita, por exemplo, uma das maiores invenções do homem, aliada a invenção da tipografia, foi um passo gigantesco para difusão do conhecimento, uma vez que, para produzir mil cópias de um certo livro era necessário o trabalho diário de mais de 200 copistas durante um ano. Uma forma de gerar mais empregos, porém impossibilitaria a transferência de conhecimento na velocidade e proporção do crescimento da população.
Hoje, estamos vivendo a era da informação, da sociedade do conhecimento na qual, saber é o diferencial. A rapidez e a velocidade são fatores fundamentais para o sucesso. Destaca-se a informática, presente na imensa maioria dos processos e o uso cada vez maior da internet. Entretanto, o que nos deixa verdadeiramente felizes continua sendo algo que habita no nosso interior, desde o principio da humanidade, muito antes do tempo em que para matar a fome, precisávamos arriscar a própria vida na caça de animais ferozes. Atualmente, apesar das imperfeições do sistema econômico, é possível matar a fome com o próprio trabalho em condições infinitamente menos arriscadas.
Satisfazer as necessidades orgânicas, apesar de tudo é muito mais fácil nos dias atuais, porém as necessidades da alma, do espírito, do eu interior esta cada vez mais difícil e o íntimo clama por atenção, pois desde aquela época vem sendo deixado de lado em beneficio as coisas materiais; as necessidades mais orgânicas. Há cerca de dois mil anos, um homem fez um grande alerta, mostrou o caminho e revolucionou tanto o mundo dos homens que foi crucificado. Tudo o que Ele falava estava alicerçado no amor, esse sentimento que dá origem à fraternidade, à caridade, à tolerância e tantos outros sentimentos que resultam na felicidade. Todos aspectos de origem interna, acessíveis a todos, diferentemente dos bens de capital ou de consumo. Somos, todos nós, dotados destes sentimentos, são eles que conduzem à felicidade e não o valor do salário, a classe social ou o carro na garagem, pois a felicidade está em saber amar, para ser amado, já que quando se ama e, se é amado, transbordamos de felicidade.
Se realmente acreditamos que somos todos iguais, que somos todos irmãos, então porque tanto egoísmo, porque não quebrar essa barreira do individualismo e ser mais solidário com os outros? Não sou ingênuo, nem santo e muito menos hipócrita por fazer esses questionamentos, porém, pretendo apenas bater mais uma vez na tecla de que alguém tem que começar, mas, se esse alguém é a pessoa mais difícil de encontrar, pode ser qualquer um, porque é difícil iniciar por nós mesmos. Então, já que é assim, difícil em ser o primeiro, porque não ser um pouco melhor a cada dia e tentar contaminar os outros, com o mesmo espírito para que no futuro sejamos todos melhores e naturalmente nos tornarmos verdadeiramente irmãos. Um dia isso terá que acontecer, portanto, não existe razão consistente para adiarmos, afinal enquanto não aprendermos, a lição terá que ser repetida e, a cada repetição, maior será a dor e o esforço necessário.
Este é um raciocínio lógico, independe da fé, trata-se apenas de inteligência, o que me faz pensar que podemos, até mesmo estarmos todos errados quanto ao nosso destino final, no entanto, ainda, a imensa maioria acredita num instinto interno, alheio a religiosidade, que realmente podemos ter acesso a algo muito melhor após essa vida, sendo que um dos principais critérios de avaliação para acessá-lo está relacionado a todos esses fatores. Uma vez conscientes, não faz sentido irmos contra o instinto interior, pois fomos programados para alcançar a felicidade, basta acreditarmos e desenvolvermos os sentimentos certos, uma vez que em sua infinita bondade Deus nos dotou do livre arbítrio, o que não nos impede de seguirmos o caminho errado, porém esse nos leva sempre mais longe da verdadeira felicidade e um dia deverá ser refeito com muita dor e sofrimento, pois essa é a lei que rege todo o universo.
Tudo é discutível, até mesmo se essa lei ou se todo o aprendizado segue somente o caminho da dor ou do amor, porém o que é indiscutível é o que sentimos verdadeiramente, é aquela certeza que cada um tem, e sabe perfeitamente que é a verdade, essa é divina e indiscutível. Mas não se engane ela jamais passa pelo egoísmo ou desvia do amor, já que é fruto, deste. O mesmo amor que no principio ajudou a manter o próprio corpo vivo, instituiu a família, organizou a sociedade, garantiu direitos e foi fazendo o homem crescer, porém agora, exige maior espaço para que o homem não retroceda, evolua harmonicamente e ingresse verdadeiramente no caminho da felicidade. Boa semana.
 

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12.7.09

Obrigado, amigos

 

Hoje, recebi muitos telefonemas, beijos, abraços e várias outras forma de manifestações de carinho. Chorei, assim como devo ter feito há 42 anos atrás. Sim, porque provavelmente naquela época, já estava em vigor a tradicional palmadinha na bunda. Porém, nem mesmo os meus pais, ao verem um bebê tão lindo - espero não estar mentindo - ficaram tão surpresos, quanto eu fiquei, ao ver essas maravilhosas manifestações de carinho. Admiro todos vocês. Acompanho boa parte de vocês em cada publicação, mesmo que, sem poder comentar na maioria das vezes, por impossibilidade do sistema (trabalho) que não permite comentário; outra boa parte, por não saber expressar tanta admiração e encantamento diante dos belos textos…. Leio-os na medida do possível,uma vez que considero-os grandes poetas, verdadeiros artistas e conhecedores da alma humana, mas principalmente por considerá-los parte da minha vida. Confesso que não sei explicar exatamente como, mas que tenho um sentimento imenso e muito bom em relação a cada um de vocês, disso tenho certeza;  é como se eu convivesse, pessoalmente todos os dias com cada um de vocês.
Mais uma  vez, a vida se encarregou de me mostrar o quanto ainda preciso aprender, pois temia em expressar minha alegria e admiração em conviver com amigos tão especiais, justamente por saber que sou um coração mole. Mas, percebi que vinha comentendo um grande erro. O que eu precisava mesmo era manifestar o meu amor por vocês, embora de diferentes formas e intensidade. Os dias que venho vivendo, têm me empurrado para uma rotina que me impede de participar tão ativamente quanto gostaria deste recanto, porém, hoje, percebi que foi um grande erro em me omitir, em deixar de me manifestar, no entanto, o meu maior erro foi pensar que somente eu nutria, esse enorme sentimento que me liga a vocês. Um sentimento que contém um pouco de cada um dos bons sentimentos. Falo dos sentimentos nobres, superiores, aqueles que vocês ajudam a alimentar em mim.
Tenho tanto a dizer, mas a emoção me impede de continuar, o que talvez seja prudente, pois possivelmente não tenho o talento de expressar tudo o que estou sentindo. O que me resta é dizer a todos vocês e, especialmente a Milla, essa pessoa maravilhosas que ainda pretendo conhecer pessoalmente, que estou imensamente grato por essa linda homenagem e que desejo imensamente retribuir  essa grande alegria que me proporcionaram. Um ENORME abraço a todos. Muito obrigado.

Click no link para ver as homenegens que recebi.
recantodasletras.uol.com.br/mensagensdeaniversario/1695224

www.millapereira.prosaeverso.net/visualizar.php
 

criado por Jair Antonio Pauletto    21:41 — Arquivado em: Sem categoria

10.7.09

O amor nunca é demais.

O amor nunca é demais.
 
O amor nunca é demais, porém existem pessoas que amam demais, outras dizem sofrer por amar demais ou serem vitimas desse amor. O assunto desta semana é sobre as que pensam amar demais, que dizem amar muito, mas que no fundo nutrem somente o próprio egoísmo.
Essas pessoas dizem sentir um amor imenso por outro alguém, tem atitudes e comportamentos condizentes, porém não sabem amar. Elas simplesmente usam o amor, pois na verdade o que sentem é outro sentimento, geralmente egoísta, ou seja, apenas utilizam o “amor” como um instrumento para conseguir o que querem, embora, muitas vezes de forma inconsciente, sofrem verdadeiramente, sentem profunda dor e podem chegar a extremos indesejáveis, pois conscientemente, não conseguem identificar este engano, que por sua vez, trás muito sofrimento, porque acreditam ser amor, um sentimento que não é amor. Enquanto que aquelas que amam verdadeiramente, são raras, capazes de atitudes que vão além da imensa maioria; são as que abrem mão de coisas pessoais, inconcebíveis para a maioria, mas sentem que isso as tornam mais felizes e as ampliam para as demais as áreas de sua vida. Amar nunca é demais, porém é difícil ver um amor que não avance, mesmo que eventualmente, nos campos do controle, do egoísmo e até mesmo da obsessão, já que geralmente os amores são condicionais e não incondicionais.
 Assim, a expressão “amar demais” passou a fazer sentido, quando na verdade, o amor nunca é ou será demais, pois dele provém à vida e todas as condições para que ele se mantenha. Esse falso amor, em excesso, é um dos extremos indesejáveis, ou é a absoluta ausência de amor. No segundo caso, refiro-me a total incapacidade de expressar amor. São aquelas pessoas que costumamos chamar de frias, que por mais sensíveis e emocionais que possam ser, pois determinadas situações, elas seguem um caminho totalmente racional, ignoram qualquer sentimento, adoram se autodenominar de fortes; práticas e objetivas. Obviamente que estas características são importantes, e devem fazer parte de forma equilibrada da vida de qualquer um, porém podem, invariavelmente, se submeter a um gesto de amor. Geralmente, muitas pessoas escondem-se atrás de atitudes que expressem força e poder, pois têm medo de amar. Na aparente incapacidade de expressar amor, escondem um enorme medo de se mostrar, de deixar o fluxo divino se manifestar, de experimentar o lado mais leve e feliz da vida.
Tanto o amar demais, quanto evitar expressões de amor, seja da forma que estou expondo ou de qualquer outra, das suas inúmeras manifestações, são extremos que impedem o progresso evolutivo. Aliás, extremos são indesejáveis em muitas áreas humanas, pois levam ao retrocesso, seja à evolução pessoal, política, econômica ou social. Um dos grandes desafios continua sendo, o de encontrar o equilíbrio em todas essas áreas, porém, a pessoal deve ser priorizada, para que através do próprio exemplo, possamos expandir essa conquista a todos.
Mas, antes que eu seja tomado pelo desejo de falar da importância do autodesenvolvimento, algo freqüente em meus textos, ou a empolgação aumente, tanto, que eu me esqueça de complementar sobre a ação nociva do egoísmo, quando se trata de amor. Ocorre, que muitos dos que não conseguem expressar amor, sofrem de um egoísmo tão enraizado em si mesmos que só sabem exigir amor, mas se esquecem de manifestá-lo. Talvez, o sentimento que dizem sentir seja bem intencionado e bom, mas devido a grande necessidade de satisfazer seu egoísmo, todo o amor que lhe for oferecido será insuficiente e assim esse sentimento não evoluirá para o amor verdadeiro. Os sentimentos são extremamente pessoais, sentidos e vividos de forma única em cada pessoa; podem seguir determinados caminhos cientificamente mapeados, porém não é possível estabelecer grau de intensidade, ponto de partida ou chegada.
Há três semanas, o amor tem sido o tema predominante nos meus textos, justamente pela repercussão que este tema tem trazido e certamente serviria de tema para vários outros textos, uma vez que não se vive sem amor. Essa força que nos mantém vivos, dizem que também faz morrer, apesar de eu nunca ter acreditado nisso, mas posso compreender que a perda de uma forte ligação amorosa perturbe profundamente nosso estado emocional e físico. Contudo, não é o amor que faz morrer, mas sim a falta dele, pois se perdermos uma ligação de amor, mas tivermos aprendido a amar, teremos amor à própria vida e em pouco tempo estaremos distribuindo e recebendo amor. O Amor precisa ser experimentado, sentido e praticado, para que possamos expressá-lo naturalmente, sempre, embora seja algo impossível de definir, é extremante fácil de identificá-lo com precisão.
Para os que acreditam que expressar amor os fragiliza, peço que o experimentem somente algumas vezes, pois garanto que vão se sentir tão bem e muito mais fortes do que nunca. Será uma experiência das mais surpreendentes e a mais agradável de suas vidas, pois descobrirão a verdadeira razão de existir. Boa semana.
 

criado por Jair Antonio Pauletto    17:42 — Arquivado em: Sem categoria

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