Caminhos

“A tarefa não é tanto ver aquilo que ninguém viu, mas pensar o que ninguém ainda pensou sobre aquilo que todo mundo vê.” Arthur Schopenhauer. Revisão Textual de Rosi Gotz.

22.8.09

Desarmonia.

Desarmonia. 
 
Uma das recordações mais vivas que trago da infância é o som de uma música, cuja letra eu desconheço, mas a melodia ainda embala minhas lembranças. É como se ouvisse a pequena orquestra tocar ao vivo no instante que penso nela. Os sons dos acordes perfeitamente modulados têm o poder de sensibilizar e registrar aquela melodia na mente, até mesmo nos mais brutos dos ouvidos, inclusive nos meus. Porém, não posso deixar de considerar que a música fazia minha alma de criança, ainda livre das preocupações da vida adulta, sintonizar harmoniosamente a alegria de viver.
Sempre que falamos em harmonia vem à mente o clássico exemplo de uma orquestra tocando uma linda canção, fazendo um show espetacular, aliás, vocês já repararam no esforço necessário para se produzir um espetáculo desses? Pois percebam que existe o envolvimento de vários profissionais, que vão desde os construtores do palco, iluminadores, técnicos de som, luz e tantas outras atividades necessárias para produzir satisfatoriamente uma única música. Na verdade, poucos percebem o trabalho destes profissionais, pois na hora do espetáculo o que aparece é o maestro e os acordes afinados dos músicos, enquanto todo aquele trabalho do pessoal dos bastidores, essencial para o espetáculo fica, na maioria das vezes, esquecido. Gosto de orquestras, pois talvez esse seja o melhor exemplo para representar o “trabalho em equipe” e refletir sobre nossa vaidade.
No entanto, o que realmente me chama atenção em uma orquestra vai além do exemplo de trabalho em equipe, alcança a questão da harmonia e do equilíbrio pessoal. Como se sabe o que faz o sucesso de uma orquestra e dá prazer ao ouvir uma boa música é a harmonia dos seus arranjos, a forma como cada acorde é executado, que resulta num agradável prazer. É como se de repente nossa vida voltasse a trafegar pelos trilhos certos sem qualquer atrito ou resistência, simplesmente deslizando pelo caminho da vida, prazerosamente.
A vida é assim também, ou seja, somos o maestro do próprio bem estar, pois se conseguirmos arranjar os vários aspectos da vida, como se fossem diferentes instrumentos musicais, certamente teríamos uma vida mais tranquila e equilibrada. O problema, porém, é que quando um determinado assunto vai mal, nos deixamos abalar a ponto de contaminar todos os demais aspectos. Nesse caso, é essencial dedicarmos atenção ao problema, sem deixar os outros instrumentos desafinarem, pois uma vez afinado aquele aspecto desarmônico, o show pode continuar sem dificuldade, mas, se nos desconcentrarmos e deixarmos uma área em desarmonia contaminar as demais, à vida vira uma grande bagunça e o equilíbrio será muito mais difícil de ser restabelecido.
Algo assim ocorre quando o cérebro entra em intensa atividade intelectual, ignorando certas atividades como: exercícios físicos, diversão, boa alimentação e, quando percebemos, somos surpreendidos por uma doença ou um estresse elevado, fruto de uma desarmonia entre corpo e mente. A atenção com as nossas atitudes cotidianas é essencial para evitar a desarmonia que tanto atrapalha a vida, portanto, é preciso estar atento aos impulsos, desejos e vícios que, com o tempo vão se instalando em nosso interior. Essas ervas daninhas precisam ser combatidas insistentemente para que não infestem a lavoura e inviabilizem a produção de frutos.
Fazer da vida uma grande produção, um espetáculo grandioso é uma tarefa individual, não importa o gosto musical ou a quantidade de expectadores, o que realmente conta é a qualidade, a harmonia dos acordes, já que somos o próprio maestro com a responsabilidade de impor um ritmo que nos deixe em perfeito equilíbrio com a nossa frequência musical, nosso caminho evolutivo. Todos possuem uma frequência perfeita com o desejo divino, com a vida plena, no entanto, é necessário sabermos sintonizá-lo e permanecer nele, ajustando-nos quando necessário. Trata-se de algo ligado à mente, assim como a frequência de uma determinada estação de rádio onde toca uma música agradável, mas que às vezes, ao passarmos por algum ponto da estrada sofre interferência e precisa de ajustes para não perder a sintonia.
Procure descobrir qual é a música da sua vida; sinta a freqüência e harmonize-se com ela que a vida fluirá em perfeita sintonia com seus desejos e necessidades. A harmonia com a essência divina, só é alcançada com atenção diária e combate incessante aos problemas do cotidiano que minam o caminho da tranquilidade, instalando desarmonia e sofrimento na vida. Não importa o ritmo, o importante é não desafinar e tratar as adversidades como instrumentos a serem afinados, a fim de que não comprometam a harmonia da música. Estar em harmonia com a vida é um dos segredos para a felicidade, mas é preciso dominar a capacidade de conectar-se harmoniosamente a níveis superiores, modulando obstáculos, rearranjando notas para compor uma bela música em louvor à vida, ao universo, a Deus. Experimente! Boa semana.
 

criado por Jair Antonio Pauletto    15:26 — Arquivado em: Crônicas

11.8.09

Aprender com os outros

Aprender com os outros

Esta semana, eu me deparei com uma situação que, de tão repetitiva, me fez levar a uma reflexão. Por coincidência, mas certamente não por acaso, encontrei várias vezes, uma adolescente acompanhada da mãe, nos corredores de um supermercado que, como eu, também fazia compras. Uma ocasião aparentemente normal, afinal, o supermercado não era tão grande e, como sempre é bom procurar produtos mais em conta, acabei me encontrando com a dupla, várias vezes. Mas, nesse caso, em especial, sempre que as encontrava, a menina perguntava para a mãe: eu posso? Mas antes que a mãe expressava algo, seu pensamento era novamente interrompido pela mãe com um: nem pense nisso. A freqüência foi tanta que não tive como não pensar no assunto e questionar: será que aquela jovem era realmente daquele tipo de pessoa que tudo quer, que está sempre querendo algo a mais, enfim, uma consumista inveterada. Era uma possibilidade, mas com num olhar mais atento, tive a impressão que se tratava de outra situação, algo que considero ainda mais complicado que o vicio consumista. Tive a nítida impressão que, o que estava presenciando era uma absoluta dominação da mãe em relação à filha.
Conheço vários casos de submissão, ou se preferirem, de dominação, que tiveram conseqüências desastrosas, principalmente no campo mental, e até mesmo físico. Neste aspecto, a pessoa se sente tão submissa, que até mesmo sua postura corporal é afetada, tornando-se uma pessoa curvada e retraída. Obviamente, que muitas pessoas tímidas também apresentam aspectos semelhantes, mas de modo geral, essas características se fazem presente na postura de quem é “vitima” deste tipo de atitude. No entanto, é no campo psicológico que os efeitos causam estragos maiores: primeiramente anulam a auto-estima e a iniciativa; posteriormente e por conseqüência a pessoa se anula para a vida, pois sem iniciativa e auto-estima, não se tem disposição para a vida, não se encontra razões para melhorar-se e desenvolver-se. Aliás, desenvolver-se é um processo contínuo que a vida nos empoe independente de nosso desejo, pois as situações do cotidiano nos obrigam a isso, porém sem a iniciativa, o desejo e a autoconfiança de melhorar-se, não avançamos. Na ausência destes elementos, as experiências vividas não se traduzem em aprendizado, progresso pessoal. Servem apenas para nos manter vivos e adequados a manipulações e interesses dos outros, portanto, incapazes de contribuir efetivamente para melhorar a própria vida e a sociedade.
Impor os próprios desejos pela força da dominação é desconhecer o funcionamento básico das leis da vida, é mais que desrespeitar o direito do outro, é um ato de pobreza humana e até mesmo de ausência de inteligência, uma vez que se trata de uma barbárie contra a própria consciência. Porém, isso ocorre assim mesmo, em muitas pessoas, pois ignoram o alerta da consciência, por estarem absolutamente desligados, ausentes dos verdadeiros princípios de humanidade e estreitamente ligados, ou melhor, dominados pela vaidade, pela ridícula manifestação do orgulho e toda a gama de sentimento, inferiores que degradam o homem.
Dentre todas as maldades humanas, que infelizmente, são em número e grau muito maiores do que pensamos, uma das mais danosas é a de extrair, de impedir, de abortar o crescimento da própria individualidade, da personalidade através da imposição da própria vontade. Essa atitude resulta num terrível carma não somente para o obsessor, mas tem um efeito danoso em toda a sociedade que fica privada de efetiva e espontânea contribuição que todo o cidadão livre deve dar. E, por falar e contribuir, não podemos nunca deixar de lado essa atitude, pois nos permite exercitar vivências e construir condições melhores para a própria vida. A ativa participação na construção de espaços e oportunidades para o desenvolvimento de todos é papel fundamental na existência humana, isso deve ser feito sempre, e pode ocorrer sem prejuízo ao lazer, ao convívio familiar ou o recolhimento à individualidade, visto que podemos nos melhorar apenas evitando maus pensamentos, já que estes são energias que liberamos no universo. Vigiando os próprios pensamentos, podemos nos tornar melhores e, obviamente, construir relações mais saudáveis, proporcionar maior bem estar do outro e ajudar a espalhar mais amor e fraternidade.
Obviamente que não falei daquela mãe, sobre a conduta que exerce em relação à filha, uma vez que, infelizmente ainda existem limites sociais que precisamos respeitar, mas inconformado com aquela atitude trago esse assunto ao debate na esperança que possa evitar que outros sigam o triste caminho daquela mãe, ou pelo menos sensibilizar os mais despercebidos do prejuízo que esse tipo de atitude pode causar. Sei que este é mais um assunto complexo cuja profundidade, sou incapaz de atingir, porém estas pequenas abordagens servem para mostrar a complexidade e as conseqüências de certas atitudes humanas. Embora complexa e mesmo somando todos os erros, falsas interpretações, omissões e falhas, não há nada melhor que estar vivo, porém somente viver é muito pouco para seres dotados de infinitas capacidades e que se autodenominam inteligentes. É necessário que melhoremos a cada dia. Boa semana.
 

criado por Jair Antonio Pauletto    20:05 — Arquivado em: Sem categoria

8.8.09

Homenagem aos Pais

Homenagem aos Pais

Quando percebemos, é novamente dia dos pais. Uma data feliz e de extrema importância para todos, afinal, sem o nosso pai não estaríamos lendo este texto. Essa é uma data, assim como a do dia das mães, para reconhecemos a importância dessa pessoa na vida de cada um de nós. É impossível descrever seu significado, pois tem um valor pessoal único em cada filho e, qualquer tentativa de dimensionar a importância do pai será sempre insuficiente, enfim, sem ele não existiríamos. Até mesmo se fôssemos fruto de alguma técnica de clonagem, a figura do pai é fundamental. Pergunte aos especialistas que eles irão enumerar a importância do pai na formação de um ser humano. Deste modo, não me atrevo a continuar descrevendo o seu valor e influência em nossas vidas, até por que, muita gente mais qualificada que eu, como renomados poetas, filósofos e intelectuais já tentaram e apenas conseguiram se aproximar um pouco do verdadeiro valor de ser pai.
Nós, filhos, e principalmente filhos pais, temos que render todas as homenagens que nossa sensibilidade, criatividade e humanismo pode prestar a ele nesta data. Refiro-me, especialmente aos filhos que já são pais, pois estes já experimentaram a maravilhosa sensação de ser pai e certamente passaram a reconhecer e principalmente compreender melhor a importância desta pessoa em sua vida. Não existe presente ou outra forma que possa recompensar, reconhecer a importância de um pai, a não ser abrir o coração e cobri-lo de amor agradecendo sua presença em nossas vidas. Neste dia, a relação deve ser intensificada e o amor prevalecer como um elo de renovação da vida de pai e filho.
Muito já se falou sobre esse homem, sua importância e seu papel, porém, pouco se faz para reconhecê-lo. Uma data como esta não consegue retratar todo o seu significado, por isso temos que diariamente agradecer sua presença em nossas vidas e, a melhor forma de fazê-lo é amá-lo, mas amar verdadeiramente, reconhecendo suas imperfeições e seus limites, assim como ele faz com os filhos, devemos respeitá-lo, não pelo seu conhecimento, mas pela sabedoria que o exercício da “função” lhe conferiu; sabedoria que lhe impõe deveres, que exigem sacrifícios e lutas internas para melhorar-se, tudo para tornar-se ainda melhor e nos presentear com momentos gratificantes em nossa companhia.
Ser pai exige esforço, renúncia, dedicação e tantos outros sacrifícios e qualidades que não lhe permitem vacilar em nenhum momento, pois luta incessantemente para oferecer segurança e bem-estar a seus filhos e familiares. As atribuições de um pai vão além do limite da responsabilidade comum, por serem fornecidas pela consciência e orientadas pelo amor, portanto, podemos medir o valor de um ser humano pela sua consideração, seu carinho e sua relação com o pai, por mais que eventualmente esse relacionamento possa passar por atribulações, o reconhecimento de sua importância deve permanecer como o alicerce que edifica um templo de bons sentimentos.
Este é um domingo de alegria, de confraternização e de reconhecimento, no qual, devemos deixar nossos corações falarem mais alto, expressar sem receio todo o carinho que temos por essa pessoa que nos proporcionou a oportunidade de experimentarmos a maravilhosa experiência de viver. As condições materiais não têm importância alguma por serem passageiras; não traduzem a verdadeira felicidade, mas o que realmente importa é a natureza do sentimento que nos une e, quanto se trata de pai, este sentimento é sempre o amor. A melhor forma que conheço para retribuir esse amor é com amor, aliás, amor é a melhor forma de retribuir qualquer sentimento, é a melhor e mais poderosa energia que podemos emitir.
Independente do sentimento que possas estar sentindo neste momento, saiba que num coração de pai sempre predomina um amor gigante; exigente; generoso, que embora, às vezes, ou momentaneamente possa parecer incompreensível, posteriormente mostra-se exato, preciso e fundamental para nossas vidas. É claro que ser pai exige equilíbrio, responsabilidade e disposição para melhorar-se. Não podemos ser bons pais sem disposição para aprender e crescer, assim como não seremos bons filhos com intolerâncias e prepotências.
A relação com o pai deve ser preservada por tudo o que ele significa, independente da personalidade. Ele desempenha um papel importante que precisa ser resgatado para a construção de uma nova sociedade, mas para que isso possa acontecer, cabe aos filhos reconhecer sua importância e homenageá-lo como realmente merece, não através de um par de meias ou um cinto novo, mas de um afetuoso abraço, de um beijo e principalmente por um gesto e uma palavra de amor. Neste domingo, tente quebrar qualquer barreira que possa estar lhe impedindo de abraçar seu pai e expressar todo o seu agradecimento, admiração e carinho, pois não existe nada melhor que libertar esse sentimento intrínseco entre pai e filho, pois, uma vez liberto, a vida começará a vibrar com mais intensidade e o amor irá unificá-los pra sempre. Feliz Dia dos Pais!

Veja Também: Meu Pai é o Cara

criado por Jair Antonio Pauletto    0:02 — Arquivado em: Sem categoria

3.8.09

O Indelegável Poder de Escolher.

 

O Indelegável Poder de Escolher.
 Quando a emoção toma conta, a praticidade se perde. Essa é uma percepção comum para muitas pessoas, especialmente quando estão vivendo algum conflito emocional. Parece impossível conseguir manter a racionalidade diante de conflitos de ordem emocional. É como se essas duas realidades não pudessem conviver simultaneamente. Fazer escolhas sensatas e práticas não é fácil, nem mesmo quando não há envolvimento sentimental, mas é extremante mais difícil decidir corretamente sob efeito emocional. O ideal é que haja um equilíbrio entre razão e emoção para escolhermos, com maior praticidade, diante de situações complicadas que exigem muito do emocional, mesmo que pareça impossível.
Essa pode ser uma tarefa difícil, porém necessária, para que se possa chegar a uma solução adequada, uma vez que a carga química despejada em nosso organismo afeta diretamente nossas atitudes, no entanto, quando todos os distúrbios emocionais serenarem, devido o término de tantos processos químicos, a razão retoma o seu espaço. No entanto, a razão, que costuma cobrar-nos por atitudes precipitadas ou indevidas, geralmente tomadas no momento de domínio do estresse emocional, se transforma num carrasco acusador, já que decisões tomadas na total ausência da razão e da racionalidade, geralmente, resultam em prejuízos ou arrependimentos que ficam nos pressionando negativamente e comprometendo a nossa tranqüilidade.
A difícil tarefa de manter a racionalidade, diante das questões emocionais, é uma habilidade que precisa ser adquirida. Não se trata de ser “frio” ou alheio aos sentimentos, mas sim, de um fator importante para adquirir equilíbrio e maturidade. Frente a atitudes bem tomadas, conscientes, não existe a autocobrança, a punição interna ou a culpa que muitas vezes estão por trás da própria infelicidade.Atitudes precipitadas ou mal resolvidas geram um trauma difícil de superar que normalmente se arrastam por toda a vida, visto que também se mascaram com outras situações do cotidiano e acabam por reforçar deficiências, ou até mesmo agregam outras. Porém, a protelação de uma decisão pode ter um efeito muito mais devastador que o de decidir erradamente, mesmo não estando sob efeito emocional. Prolongar uma decisão gera muito desgaste, consome energia e rouba o sossego, enfim, tranca o fluxo da vida.
Toda escolha deve ser feita com base no próprio interior de forma que represente o todo e seja fruto do equilíbrio emocional, racional e orgânico. Decidir é um processo pessoal que precisa ser aprendido, pois o caminho resultará dessas escolhas. Não é fácil escolher quando se trata de nossas intimidades, nossos afetos, diferentemente que escolher uma roupa nova ou uma comida. As decisões que dizem respeito a causas importantes na vida são uma tarefa indelegável e imprescindível para o aprendizado. Ter consciência disso é o primeiro passo parar evitar a postergação. Saber que temos o direito, o poder e o dever de decidir o que queremos, bem como perceber que é impossível não assumir a responsabilidade pela própria vida, uma vez que não decidir também é uma decisão, são argumentos fundamentais e devem ser levados em conta para fazer escolhas serenas.
Abdicar de optar por aquilo que queremos é escolher que outros escolham por nós, mas sempre será uma escolha, já que a vida é feita de escolhas e é através delas que crescemos, nos experimentemos e aprendemos, portanto não devemos deixar de fazê-las. Abandonar algo que desejamos, mesmo sabendo ser infrutífero ou sem valor, por exemplo, é um tipo de escolha freqüente e que causa grande sofrimento, porém trata-se de algo simplesmente necessário e muito freqüente na vida, não por ser algo além do nosso merecimento, mas por tratar-se de uma provação que precisamos passar para amadurecermos e nos tornarmos mais fortes e confiantes.
Poucas vezes a vida nos coloca diante de decisões fáceis, até mesmo as que a principio julgamos fáceis, como ao escolher o time do coração pela influência dos pais, mais tarde trará situações difíceis e até algum sofrimento ao nos defrontarmos com sucessivas derrotas. Digo isso para evidenciar que até mesmo escolhas que parecem inconseqüentes podem gerar desdobramentos futuros imprevisíveis.
Diante disso, pode-se concluir que é inevitável não escolher, mesmo sob estresse emocional ou em pleno equilíbrio, ao decidirmos, qualquer coisa que seja, estamos plantando, cujo fruto iremos colher e provar posteriormente, portanto nada melhor que utilizar conscientemente este maravilhoso poder de poder escolher e crescer com este aprendizado. Boa semana.
criado por Jair Antonio Pauletto    23:02 — Arquivado em: Sem categoria

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