24.9.09
Utilidades e Futilidades.


Tradições e Mudanças.
Foi-se o tempo em que o chapéu era parte obrigatória da indumentária de um homem elegante. Esse e outros costumes foram se perdendo com o tempo, influenciados pelo “evolucionismo” da indústria da moda. Hoje, por exemplo, o chapeu é um acessório raro de ser visto em nosso cotidiano, embora, muito útil, especialmente para proteção do frio, da chuva do inverno, ou até no verão para defesa dos temidos raios ultravioleta. Eu, mesmo alheio a qualquer um destes motivos, recentemente resolvi comprar um chapeu, não desses tradicionais de uso urbano, raramente vistos na cabeça de algum senhor mais velho, tampouco daquele tipo moderno, estilo cowboy, que os peões exibem por ai. O meu chapeu é do modelo tradicional da indumentária do gaúcho, adquirido lá em Vacaria, onde a tradição marca presença.
Estreei o chapeu na feira da Expoínter, exibindo-o orgulhosamente quase todos os dias, assim como, também, pretendo usá-lo até o final das festividades da Semana Farroupilha no Acampamento Farroupilha.
O orgulho e a alegria de ver os hábitos culturais sendo cultuados é emocionante, mesmo para quem não tem um coração gaúcho. Logo ali, na beira do Guaíba, no Parque Harmonia, no coração da capital do Estado, centenas de piquetes se instalam e comemoram as tradições gaúchas. As crianças escutam com orgulho, atenção e encantamento os causos e as narrativas dos mais velhos; os adultos revezam o chimarrão e preparam o churrasco sob o toque da gaita e do violão, atividades obrigatórias em todos os piquetes do parque. As prendas exibem seus longos vestidos erguendo a saia até meia canela, para evitar o barro nos dias chuvosos, já os peões, se dedicam aos cuidados com os cavalos, mas sempre com um olho atento no andar das prendas. E assim, entre inúmeras atividades, o mês de setembro vai passado em meio às tradições do nosso Estado e, obviamente, com isso tudo, eu não poderia me privar de exibir meu chapeu.
No entanto, narrar esses eventos aos gaúchos é o mesmo que descrever o carnaval para os cariocas, mas a verdadeira razão de eu estar falando do meu chapeu é que ele me faz lembrar, entre muitas outras coisas, a importância de mantermos as tradições, especialmente da necessidade de permitirmos a renovação, ou seja, a mudança. Aparentemente tradição e modernidade não podem conviver, aliás, elas só aparecem bem nas campanhas de marketing, onde as empresas tentam aliar sua tradição à inovação tecnológica, mas, quando falamos em cultura a compreensão é muito mais difícil.
Os mais velhos rejeitam as inovações dos mais jovens e estes desqualificam a tradição dos mais velhos, resultando numa grande perda para ambos. A perfeita convivência entre o novo e o moderno não só é possível como inevitável, uma vez que a evolução é algo natural, uma vez que o segredo está em saber aceitar a mudança e encontrar o equilíbrio entre ambos. Contudo, essa dificuldade de aceitação ocorre não somente nas questões culturais, mas principalmente na vida pessoal. A diferença é que ao tratar-se do pessoal, o nível de percepção é muito menor que o das questões sociais. Resistimos à mudança, como se fosse algo fatal e realmente é, porém não fatal à vida, mas, fatalmente a mudança sempre virá, pois a vida muda constantemente e, tentar impedir a mudança é inútil, porém podemos concentrar esforços para moldá-la a algumas das nossas necessidades.
Outra questão importante que envolve choque de realidade são os valores que estão cada vez mais fúteis e sujeitos a equívocos em nome da modernidade. Os verdadeiros valores humanos não se perdem e nem se opõe à modernidade, eles simplesmente dão consistência à vida, e devem ser utilizados para nortearem as ações, mas jamais como empecilhos a verdadeira mudança.
Não podemos esquecer, que se renovar é fundamental para uma vida feliz e, ser capaz de renascer todos os dias, acrescentar algo de bom a cada momento da vida é um desafio necessário para uma vida feliz, porém, ao mesmo tempo em que não podemos viver do passado não podemos ignorá-lo, uma vez que o que somos hoje é resultado do que fizemos ou deixamos de fazer no passado. As tradições mais antigas ou os atos mais recentes é o passado que deve ser levado em conta não somente para o aprendizado, mas como um fator importante para projetar o futuro. A boa notícia é que por mais que o passado tenha sido “ingrato” ou “injusto” com os nossos objetivos, sempre podemos utilizar o presente para fazer um futuro melhor. Na realidade o que temos, é somente o momento presente, e este não pode ser desperdiçado com lamentações ou divagações infrutíferas. Precisamos aprender a viver o agora fazendo o que deve ser feito de forma consciente e acreditar que este aprendizado é o que irá nos proporcionar as melhores condições para o vivermos o futuro.
O meu chapéu, o Acampamento Farroupilha, a Expoínter, são apenas elementos que me fizeram refletir sobre as belezas culturais e a importância do equilíbrio entre a tradição e a modernidade, bem como a inútil luta para evitar a mudança. Contudo, é muito bom perceber que tudo pode conviver harmoniosamente quando existe respeito. Boa semana.

É Tempo de Primavera.
A alternância das estações está cada vez mais imperceptível devido às alterações climáticas, efeito da ação do homem no equilíbrio do planeta. Nós, moradores do sul do país, acostumados com estações bem definidas, podemos perceber com maior facilidade essa mistura de estações com as frentes frias inesperadas, dias de calor intenso e até geadas fora de época. Este é um fato que deve permanecer e até piorar, pois as agressões ao meio ambiente continuam e isso é apenas um dos reflexos. Contudo, já é possível observar que a primavera se aproxima: na alegria das flores, árvores brotando, os ipês florescendo com suas cores vermelho, violeta e amarelo e são os mais exibidos, desapontando sempre como os primeiros a encher o chão com seus tapetes de flores, competindo é claro, com uma imensa quantidade de árvores ornamentais e frutíferas, típicas de cada região.
Essa época de renovação, com o intenso brotar das árvores que antecipa a primavera, me faz lembrar da minha avó, Maria. Tenho claras lembranças dos seus conselhos e ditados, embora tenha nos deixado há mais de dez anos. Neste período, ela costumava dizer que essa era época dos velhos morrerem, pois a renovação das árvores e o intenso fluxo das seivas que fazia a flora renovar-se, interferiam no metabolismo humano e a afetavam. Essas falas se repetiram por tantos anos, que um belo dia o Alto atendeu o seu pedido e ela se foi num belo dia de primavera. Eu, sinceramente, desconheço qualquer comprovação científica quanto a isso, mas tenho absoluta certeza do seu medo de enfrentar a morte, e foi desse temor, dela, que encontrei a melhor explicação para o comentário que ela repetia em cada primavera.
Como já é sabido, o medo é um veneno terrível que nos mata aos poucos e se apresenta de várias formas, como: perder o emprego; colher uma safra ruim; ser assaltado; sofrer um acidente, ou qualquer outro dos infinitos e típicos medos da maioria dos cidadãos deste país. O medo, além de ser enorme e mal encarado, não tolera a companhia da felicidade e uma vez instalado no coração, não permite a vida florescer, faz com que a vida seja vivida pela metade. O melhor antídoto disponível é a fé, porém, precisa ser ingerida, renovada diariamente e o melhor a fazer é rezar, mas rezar sem medo, rezar acreditando, agradecendo a vida de forma sincera e verdadeira, independente de credo. Tenho dificuldades em recomendar a oração, embora seja extremamente necessária, pelo fato de muitas vezes se tornar um fanatismo que paralisa as pessoas causando efeito contrário na busca da felicidade.
O medo nos aprisiona e nos empurra para o lado oposto da felicidade, ele se disfarça de cautela, perfeição, prudência e tantas outras formas de postergação. Obviamente que não devemos ser impudentes e precipitados, mas precisamos perceber quando a insegurança e a postergação são fruto do medo, pois este é muito sorrateiro e se utiliza destes argumentos para fortificar-se e instalar-se tão fortemente no nosso intimo, como se fosse parte da personalidade. Imaginem a leveza da vida, livre do medo de fracassar, pois é assim que fomos feitos, ou seja, destinados ao sucesso, no entanto, gradativamente deixamos o medo nos dominar, seja através da insegurança, da dúvida ou da ausência da fé. Para os medrosos que discordam do que estou dizendo, não vou tentar persuadi-los, apenas esclarecer que nem todo o medo é maléfico, pois certamente em várias ocasiões é um excelente aliado para nos manter vivo, aliás, este é o medo natural que faz parte do instinto humano necessário à sobrevivência e que permite a sobrevivência humana. Então, nada de exageros, não se escondam atrás do medo para justificarem suas frustrações. Abandonar o medo e experimentar a vida, confiantes e sem temer é possível viver com mais alegria, saúde e prosperidade.
Viver amedrontado é uma tempestade na primavera da vida, portanto, lembre-se que nem todas as tempestades se formam de repente, geralmente é possível ver a formação das nuvens e os trovões antes da chuva cair. O medo a ser combatido é esse que vai se formando pelo atrofiamento de potencialidades, começando pela autoconfiança e fé. Alem disso, ele alimenta a tristeza e faz com que abandonemos sonhos e projetos importantes para o nosso crescimento e o desenvolvimento da sociedade e muitas vezes, inclusive, coloca em dúvida a bondade de Deus.
A busca de alívio, nos vícios, é uma das formas mais comuns de tentar fugir do medo, que o transforma no principal fator a nos fazer perder o controle dos próprios rumos. Quantos já não ingressaram no caminho das drogas, enquanto pensavam estar fugindo do medo?
Apesar de a minha avó temer a chegada da primavera e por associá-la equivocadamente ao medo da própria morte, a primavera não combina com o medo, ela é a demonstração Divina da renovação, na mudança e da alegria de viver. È uma clara demonstração de que podemos nos renovar, nos transformar e principalmente acreditar que podemos fazer a diferença, mesmo que no decorrer da jornada o sol escaldante do verão, queime algum sonho. Sempre podemos dar alguns frutos no outono e aproveitar o inverno para reavaliar e fortalecer nosso íntimo para continuarmos a caminha evolutiva. Boa semana.

Carinho, uma necessidade humana.
Ser bem tratado, recebido com carinho e atenção é tudo que sempre desejamos, seja pelos familiares, na busca de um serviço como cliente ou, simplesmente como turista. Passei por uma destas surpreendentes experiências de bom atendimento recentemente, ao ausentar-me da minha casa por alguns dias, em função de uma viagem de trabalho. A cortesia e o bom atendimento que recebi tornaram o trabalho mais agradável e amenizaram a saudade de casa, fato raro nos dias de hoje, uma vez que a prestação de serviços, de modo geral, ainda necessita de qualificação, principalmente na área do bem servir. O bom serviço, aliado as belezas naturais e a cultura regional que fazem de cada região deste país um país à parte e nos enriquece como pessoa, tornou minha viagem muito proveitosa.
Consequentemente, vivi dias agradáveis apesar de muito trabalho, mas o melhor mesmo de uma viagem, e o que realmente importa, é retornar para o mundo que construímos, seja para o familiar ou profissional. Neste sentido, fui surpreendido pela alegre recepção da Mandy, minha cadelinha, que como qualquer cão, me recebeu com muita festa. No entanto, as entusiasmadas demonstrações de contentamento com a minha presença e a clara manifestação do desejo de ser acarinhada, através de um de seus gestos típicos, ou seja, estirar-se no chão de barriga para cima passando a própria pata na região da bochecha. Fiquei um pouco surpreso, mas logo tudo ficou esclarecido quando os familiares me informaram da tristeza do pequeno animal pela minha ausência. Embora tenham me garantido que a rotina havia sido mantida, bem como todos os cuidados com o seu bem estar, percebi que ela estava carente, mesmo não sendo o único a acariciá-la ela sentia a falta do meu carinho e afeto. Necessitar de carinho e afeto é natural, até mesmo para um animal de estimação então, imagine para nos humanos, teoricamente dotados de sentimentos mais sensíveis.
Tudo isso me faz pensar na importância do carinho que, nós, humanos, tanto necessitamos e o quanto nos custa fazer uma pequena demonstração neste sentido. Demonstrar e dar um pouco de carinho às pessoas, seja através de gestos ou palavras nos engrandece e transforma à vida, tanto de quem o dá, quanto de quem o recebe. Tratar bem as pessoas é a primeira forma de carinho que podemos manifestar; é algo que vai além da boa educação; requer um estado de espírito adequado; um sorriso; um olhar sincero e acolhedor. Posso compreender perfeitamente que essa é uma questão que passa por vários pontos sociais, especialmente pela educação formal e aspectos culturais, entretanto não podemos deixar de considerar que a ausência destes não impede o autoconhecimeto, a busca do o próprio bem estar e a evolução pessoal.
Esses aspectos, verdadeiramente importantes, independem de qualquer fator exterior, pois são de carater pessoal, individual e, compreendê-los é um dos caminhos para uma vida mais feliz. Existe uma consciência maior que detém esse conhecimento e espera ser acessada para nos ajudar a crescer. Tudo isso pode ser obtido no próprio interior, observando a natureza em seus ciclos e diversidades, os próprios comportamentos ou simplesmente seguindo a verdadeira essência humana, pois até mesmo um ser irracional sabe que carinho, atenção e amor são obtidos através de um caminho de mão dupla e que quanto maior o fluxo mais riqueza e crescimento pessoal obteremos. Existem várias coisas, entre elas, o carinho, em que a melhor forma de aprender seu funcionamento e conhecer seus benefícios é praticá-lo, portanto não podemos mais perder tempo, a ordem é praticar.
Fico imaginado, que se um cachorro consegue demonstrar carinho para o seu dono e ao mesmo tempo deseja ser acarinhado, o que dizer de um pai ou um adulto qualquer que ignoram essa realidade. E olha que existem pessoas que sequer tem a sensibilidade de demonstrar um pouco de compaixão pelos animais, aliás, acredito que quem não gosta de animais dificilmente gosta de alguém. Então, imaginem os insensíveis que se privam de experimentar os benefícios do carinho, não manifestando qualquer gesto neste sentido, seja para dar ou receber? Devem ser pessoas extremamente inseguras, fechadas, infelizes, que não tem coragem de mostrar suas fraquezas, suas necessidades e principalmente compreender que é através delas que se tornarão verdadeiramente fortes, ou também sempre sobra à possibilidade de serem inferiores aos animais, mas esta não é uma condição natural, apenas uma opção errada de viver a vida.
Eu sempre gostei de animais, mas também não significa que eu consiga dar e receber carinho como gostaria ou deveria, mas também sei que exercitando se chega lá, muito menos que o fato de gostar de animais seja um indicador de sensibilidade e carinho. Quero apenas alertar que carinho, atenção e amor devem ser praticados com frequência, é uma necessidade em nossa vida e lembra que aqui também vale a lição de São Francisco, “pois é dando que se recebe”. Boa semana.

Aproveite o Dia.
Um dia ensolarado com céu azul e temperatura agradável, ajudam a animar quaisquer finais de semana. Dias assim, começam a se tornar mais freqüentes nesta época do ano e o melhor a fazermos é deixar o pensamento racional de lado e permitir que o coração passe a determinar nossos caminhos.
Somos dominados pelo ato de pensar em detrimento do sentir, o que torna ainda mais difícil conhecermos o próprio ser. Mas, para aprofundarmos o conhecimento de nós mesmos é preciso “descer” da cabeça para o coração, isto é, deixar um pouco o pensamento de lado e dar mais atenção ao sentir. Porém, o mais difícil mesmo é que ao tentarmos abandonar o pensar, acabamos por fortificá-lo, por isso não devemos brigar com o próprio pensamento, mas sim, apenas deixá-lo de lado e fazer o que precisa ser feito para dar espaço ao sentir. Precisamos, às vezes, deixar de ler tanta prosa e passar a ler poesia, aprender a deixar que a beleza do dia penetre em nossa alma com naturalidade, apenas sentindo o calor do sol, o vento no rosto olhando a beleza ao redor, que aos poucos o coração assumirá o controle e saborear o prazer do amor nos invadindo e gradativamente espalhar-se até alcançar os nossos familiares e amigos.
O amor não nasce pronto: ele cresce com as nossas atitudes, nossos gestos e palavras; ele esta presente na rotina do dia a dia, basta saber identificá-lo e permitir que cresça. Assim, ao trocarmos uma palavra mais áspera por um: “sinto muito”, estamos permitindo que o amor se fortifique. Ao mesmo tempo em que mudarmos algumas atitudes vamos estar retirando os empecilhos que dificultam a proliferação do amor. Ao assimilarmos atitudes mais amorosas estaremos sufocando o desamor e logo perceberemos que o coração tem uma função muito mais importante que o cérebro para o nosso bem estar.
Quando o coração se transforma no nosso principal guia, ou pelo menos passar a ter um espaço igual ao do cérebro, passaremos a ver os encantos e a alegria até mesmo nos dias mais nublados e chuvosos, quando, atualmente, sequer observamos a beleza das árvores, como as folhas caídas ou suas belas flores e muito menos o cantar dos passarinhos, pois estamos absortos pelo pensamento. Por isso, é fundamental equilibrar o pensamento com o sentir e desenvolver todo o lado sentimental para tornar-nos pessoas melhores, pois o sentir está mais próximo do ser que o pensar. Sentir que a energia da vida está presente no dia-a-dia, faça chuva ou sol, pois é a alternância que nos faz perceber o outro, aliás, como poderíamos compreender o bem se não houvesse o mal.
Para absorver a energia renovadora destes dias lindos que a natureza vem nos presenteando é fundamental nos livrarmos dos problemas, do ódio, do rancor, fruto de dissabores e maquinações do pensamento; é deixar a energia oculta na árvore brotando, na flor se abrindo ou no pássaro cantando, para invadir nosso ser completamente. O segredo é saber ver nas pequenas coisas a beleza que trazem e usufruir desta energia para renovar-nos diariamente, eliminando as negatividades e desamores que insistem em se instalar no nosso íntimo.
Não há tristeza que resista ao sentir, mas para sentir é preciso aprender a ver, identificar a beleza e o amor que cada dia trás. Um coração aberto e atuante é o primeiro passo para eliminar o desamor e passar a perceber que existem pequenas coisas que podemos fazer que são fundamentais para renovar nosso ânimo e disposição para amar. Muitas coisas que aparentemente parecem não ter nada a ver com amor, como olhar o luar, ouvir uma musica ou trocar uma palavra de carinho podem nos surpreender, já que o amor é muito delicado, sensível e até mesmo frágil, fazendo com que os mais desatentos e insensíveis não notem sua presença, mas ao senti-lo perceberão que o amor é uma arte apaixonante.
Saber evitar atitudes de desamor é fortalecer o amor, bem como aprender a ver em cada dia uma oportunidade, uma renovação da vida e principalmente sentir que a vida quer brotar em cada um dos nossos poros, empurrando-nos para os obstáculos confiantes, acreditando que o amor vale à pena e que estamos no caminho da felicidade. Não é possível deixar de enfrentar as adversidades da vida, porém se aprendermos a nos energizar de amor, nada poderá nos deter, uma vez que este supera qualquer problema com naturalidade. Obviamente que um pouco de suor ajuda, ou seja, não espere que ser gentil e amoroso seja suficiente para que a fome não o alcance, mas tenha certeza que agindo, fazendo sua parte com amor, o caminho será muito mais leve e tranquilo.
Todo dia é uma nova oportunidade que não deve ser desperdiçada, e a melhor forma que conheço é utilizá-lo para trabalhar, prosperar e crescer como ser humano, no entanto, para isso, a solidariedade, a caridade e o amor devem estar presentes. Muitos dias nublados, invernos, primaveras, tempestades, dias de sol e noites enluaradas nos esperam, porém se soubermos cuidar das nossas energias, teremos equilíbrio e energia suficiente para enfrentar as adversidades com naturalidade e principalmente muitas oportunidades e alegrias para celebrar a vida. Boa semana.